Ser livre quando se escreve…

Tudo que penso nasce de sensações, de desejos, pecados ou puras ilusões, não espero nada ao escrever, simplesmente livre poder ser, não desejo nada ao ser lida, quando exponho a Alma tão ferida, escrevo para divagar sobre o que me faz feliz ou que me atormenta, pois é com a escrita que a minha Alma se acalenta.

Luto para não me perder constantemente, neste meu desejo inconsistente, de sucumbir ao pecado moral, de querer encontrar um amor sem igual, e este meu auto-conhecimento, já se tornou num vil tormento, porque expõe toda a minha fragilidade, nesta busca incessante da felicidade, que tatuo no papel, com palavras doces como mel.

Entrego-me ao tédio da carne, que se priva do desejo, de um toque, uma carícia, um beijo, e a uma Alma tão vazia, que não é o desejo do corpo que a sacia, numa esperança vã e desmedida, de um dia ser tocada e sentida, por um amor que me engrandeça, e que toda esta dor eu eventualmente esqueça, com este meu escrever sentido, que anseia por ser vivido.

Sinto tudo aquilo que escrevo, e nessa escrita esconder-me não me atrevo, pois sou tudo o que sinto, e quando escrevo não minto, dispo-me de todas as máscaras e acessórios, que deturpam o que sou e são ilusórios, como a minha escrita cheia de desejos e ilusões, mas que ainda assim toca tantos corações.

© Miss Kitty 2017 #69Letras

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