Sei o que me apetece…

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Sei o que me apetece…

Sei o que me ia fazer bem nesta noite fria…

Acredito que saibas como eu o que me apetece a mim e te apetece a ti…

Sou realista ao pensar que nesta noite fria pensamentos quentes seriam um bom argumento para acompanhar a madrugada…

Amanhã é dia de trabalho… E…

Na vida quando se quer, tudo se faz, com mais prazer estando este frio desagradável…

Apetecia-me estar na tua cama, ao teu lado… Sem roupa como durmo o ano inteiro, detesto pijama, adoro liberdade, mesmo que me custe terrivelmente sair da cama nestes dias frios…

Mas não estou a pensar em sair da tua cama, estou a pensar em ficar deitado bem encostado a ti, aquela posição de conchinha agradável, aquela posição em que a pele se beija, em que o cheiro do cabelo se entranha no olfacto e nos inebria…

São tudo coisas simples… Pele quente contra pele quente, o cheiro inebriante que nos incendeia a alma… E altos valores despertam… Procuram o calor humano… O teu calor… Agita-se a cintura procurando o encaixa mais justo, desliza-se para entre as pernas, procurando mais calor…

Sempre posso ligar o aquecedor, basta usar a ponta da língua no pescoço, quem sabe umas dentadinhas despertem o calor nesta noite gelada, as mãos podem ser atrevidas e abraçar os mamilos, tocando neles suavemente, massajando lentamente, de uma forma meio vigorosa e lenta, enquanto a língua se perde nas costas, massajando suavemente a pele quente…

As mãos que por fim deixam de brincar com os mamilos e procuram calor mais abaixo…

Os dedos se metem entre as pernas procurando o calor… O toque no clitóris desperto, suave, o encaixo do dedo entre os lábios, sente-se bem o calor que emana o corpo, sente-se por fim uma mão atrevida directa ao meu membro esfomeado… Segura-o vigorosamente, sente ele crescer mais… Dois que se excitam, que se provocam…

A noite acabou por ficar bem quente, a conchinha meio que desaparece, e o encaixe torna-se perfeito, sente-se aquele ponto de humidade delicioso, o calor, sabe tão bem, quando os corpos se entregam, aquele deslizar suave, enquanto se beija com determinação, o calor suave equipara-se agora a pequeno incêndio, o edredon já se afastou com tais movimentações, a cama quase vira um campo de batalha onde dois corpos esgrimem as suas vontades, onde partilham os seus calores, os gritos de prazer ecoam na pequena arena, dois corpos que se contorcem de forma intensa um contra o outro, a violência quase nos torna animais…

Já não é um pequeno incêndio, já não é uma pequena luta, é uma catástrofe de prazer, é uma guerra sedenta de dois seres quentes, tão quentes que se queimam, a roupa já voou da cama, almofadas, já se viram por ali perto, a contenda é violenta acompanhada de gritos de tesão, e da mesma forma que tudo começa…

Tudo termina…

O prazer sacudiu os nossos corpos quentes… Estremecemos as paredes… Ouvem-se agora palmadas na parede e vozes dizendo pouco barulho… Quem quer dormir a esta hora com este frio? Vais dormir…

Eu não quero dormir… O meu fogo arde que me queima… Anda queimar-te comigo…

 

NMauFeitio #69Letras

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