Os 5 Sentidos (Parte 2)

| M18 | Maiores 18 |

No ponto como eu queria. Puxei-te para o sitio onde estavas inicialmente. Com a tesoura, gentilmente, cortei as alças do soutien e a parte de trás. Removi o que sobrou. Voltei com a caminhada, dirigi-me até às tuas costas e pousei as minha mãos nos teus ombros. Estavas gelada e o calor da minha pele acomodou-te.

– Ajoelha-te. – Disse num tom monocórdico.

– Hm…? – Questionaste.

– Exactamente o que ouviste! – Frisei.

E assim o fizeste. Lentamente pois tinhas as mãos atadas. A meio do acto e com as minhas mãos puxei-te para baixo, magoando-te levemente os joelhos. De seguida ajoelhei-me atrás de ti e novamente com a tesoura toquei na tua pele. Desta vez nas costas, na vertical arrepiando cada poro. Desde o pescoço até à cintura. Em algumas alturas desviava para as laterais do teu corpo, nessas alturas gozava dos teus constantes e incontroláveis arrepios. Cada vez ia passando com mais força, deixando o rasto no teu corpo. Pequenos arranhões começavam a salientar na tua pele morena e sedosa. A tua respiração estava meio descontrolada.

Mais… Mais… Mais… O meu subconsciente estava sedento.

Levantei-me e fui arrumar a tesoura. Era a vez da cadeira. Uma pesada cadeira de madeira escura com assento de cabedal. Coloquei-a ao teu lado e ajudei-te a levantar. Tremeste. Desfiz o nó que te prendia as mãos e sentei-te na cadeira, prendendo novamente as mão só que desta vez à cadeira. Com outras 2 gravatas prendi os teus pés aos pés da cadeira. A temperatura da sala estava a aumentar assim como o ar que pairava estava todo ele aromatizado. Voltei à mesa de utensílios buscar um pequeno chicote com a ponta de couro. Fiquei estático à tua frente, admirando cada segundo da tua expectativa. Disse:

– Sabes que por mais que me peças agora para parar… – Fui interrompido de rompante.

– Sei… Continua. – Pediste. Não foi um pedido comum. Havia uma ligeira troça. Ou gozo. Estavas a gostar e isso era claro.

– Ainda bem… – Concluí.

O jogo agora era outro. Sorri, embora não visses. Ajeitei o teu cabelo de forma a poder ver a tua face. Estavas relaxada. Inicialmente comecei por passar o chicote superficialmente nos teus seios. Gemeste e rapidamente notava-se a excitação a surgir. Desci até ao umbigo. Continuei descendo desviado para uma das pernas, percorrendo-a. Ficaste inquieta, mexias os dedos dos pés descontroladamente. Com a ajuda do chicote fiz com que abrisses as pernas e comecei com toques no interior das mesmas. Movimentos ligeiros, subtis, circulares junto das tuas partes intimas. Começavas a fazer aqueles mordiscares com os lábios que me deixavam doido. Rapidamente isso desapareceu quando te dei uma leve chicotada no interior de uma das pernas. Soltaste um soluço de dor. Fui um reflexo genuíno. Não estavas a fingir. Voltei a bater-te, desta vez na outra perna. E outra vez, alternadamente. Tentavas a cada chicotada fechar as pernas, sem sucesso.

Depois quis testar a tua confiança territorial. Fiz um movimento brusco para que ouvisses o alçar do chicote, convicto que te fosses encolher. Mas impressionantemente não retraíste nem um pouco. O chicote atingiu com força a cadeira. O movimento não teve qualquer impacto mas o som soltou algo em ti. Como se de um orgasmo se tratasse. Tremias prazerosamente. Repeti o gesto. O chicote voltou a bater com agressividade a lateral da cadeira, inclusive deixou marca na madeira grossa. Voltaste a gemer. Estavas a fazer uma força descomunal nas pernas para a fechar. Seria um orgasmo? Passei o chicote de leve por cima das cuecas na parte intima e a tua respiração descontrolou.

Mantive-me com movimentos circulares. Estavas sensível e sim, foi um orgasmo. Fiquei doido com tal reacção. Deliciado com o que estava a assistir, fui arrumar o chicote e fui buscar 2 novos utensílios. Fita cola e uma vela. Ainda antes de chegar a ti, preparei um bom bocado de fita cola o que te fez ficar nervosa. Sabias para o que era. Tapei-te a boca. Para garantir que estava bem colocada e se não a retiravas com a língua deslizei os meus dedos até aos teus mamilos, apertei. Apertei e torci ligeiramente. Contorceste-te  e notei a dor. Quiseste pedir para parar mas nada de audível saiu.

– Isso mesmo, linda menina. – Comentei e parei.

Voltei a ajeitar o teu cabelo e fui buscar a vela. Tentaste, mesmo vendada, seguir-me com os olhos. Instintivamente sabias o que vinha a seguir, silenciosamente imploravas para que não o fizesse. Ouvia os teus gritos interiores. Tarde demais. Coloquei um dedo por cima da fita cola na zona da tua boca e disse:

– Shhhh… – Embora tivesse saído em tom de troça estava com esperança que te acalmasse um pouco. Foi pior.

(continua)

© 100 Modos #69Letras 2017

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