Não somos eternos, nada dura para sempre

Quando de um jeito precoce, perdemos um amigo, um familiar ou um companheiro, mais cedo experienciamos o sabor amargo da condição humana.
 

Não somos eternos, nada dura para sempre.

 
Quem como eu, sentiu (e sente) a perda, passa a ser uma alma condenada a viver na eminencia que pode acontecer novamente.
 
Deixamos de descansar quando conhecemos a brevidade da vida, o presente é um risco e todo o tempo do mundo pouco para amares quem te é querido.
 
Podes ultrapassar o luto e aprender a lidar com a saudade, que essa, bate-te à porta de volta e meia e derruba-te sem avisar, mas…
 
e o medo que nasce dentro de nós para com os que cá ficam?
 
 
Chega um dia em que a vida perde aquele encanto e se mostra nua na sua natureza, arrancando aqueles que amamos 966b328f676481216e9e763b48636829de nós: um pai, avô, amigo, marido ou namorado.
Não interessa quem é, a dor da perda é sempre terrível para qualquer pessoa e esse sacudir para a realidade mais do que a saudade em relação à pessoa que se perde, é o medo que fica para os que ainda cá estão.
 
De repente, páras! Observas os teus: a tua mãe, a tua avó, o teu marido e amado e percorres cada jeito deles, cada nova expressão rasgada pela idade, emocionas-te por os veres sorrir. E na ombreira da porta assistes às suas peculiaridades como se assistisses tv.
 
Não tem como o sr. medo que habita o teu interior não te fazer tremer. Começas a respeitá-lo e a sentir-te grato/a pelas pequenas coisas da vida.
O pavor é constante para aqueles que amam e sabem porque sentiram na pele, que a vida é filha da puta e te leva quem amas sem puderes dizer um adeus.
 

A VIZINHA #69Letras

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