Não demores…

Texto erótico | M18
Hoje cheguei a casa antes de ti. Sinto-me tão aborrecida quando estou aqui sozinha, que tenho que arranjar alguma coisa com que me entreter. Pego num livro e em dois segundos atiro-o para cima do sofá, pego no comando e passo a cem à hora os canais todos que a tv tem. Não há nada de interessante para ver.
Deito-me no sofá e fico a olhar para o tecto, pensando no que raio vou fazer até tu chegares. Fecho os olhos e uma avalanche de ideias explode na minha cabeça. É isso mesmo!!!
Vou tomar banho, vou pôr um creme bem cheiroso e vou vestir apenas o essencial. Talvez aquela lingerie preta que eu tanto gosto. Sinto-me tão poderosa com ela! Hum… É essa mesmo que vou vestir, não há duvidas.
Deixo o cabelo solto, molhado e meio despenteado para me dar um ar menos angelical. Olho-me ao espelho e dou uma voltinha. Não consigo deixar de pensar em como agora me sinto bem comigo própria. Devo-o a ti!
Olho para as horas e já deves estar quase a chegar. Corro em bicos de pés para a sala, ponho uma musica ambiente calminha e sento-me no sofá à tua espera.
Respiro fundo uma e outra vez, pensando em tudo o que me apetece fazer-te quando entrares por aquela porta. Rapidamente os meus pensamentos são interrompidos pelo som da tua chave a cair no chão. Depois por ti a dizeres duas ou três asneiras enquanto as apanhas. E por fim a porta a abrir. Acendes a luz num gesto já automático e atiras a chave para cima do móvel.
Observo cada movimento teu, como um predador a observa a sua presa. E finalmente os teus olhos encontram os meus. Sorris automaticamente ao ver-me tão despida e em menos de nada estás em cima de mim.
Ora bolas, agora a presa sou eu! Não, não, não!!! Calma…  Enquanto me devoras o corpo com os teus lábios, lá arranjo maneira de inverter o jogo. Primeiro tu…
Dispo-te lentamente, com as mãos, com a boca, com a língua… Gosto tanto de sentir a tua pele na minha. Gosto tanto de sentir o teu sabor e dedico uns bons pares de minutos a fazê-lo, até a musica ambiente ser substituída por ti a sussurrar o meu nome, a praguejar e a gemer. Assim sim, sinto-me, de facto, uma predadora a desfrutar da sua presa.
Quando me dou por satisfeita, passo a mão na cara para tirar o cabelo da frente dos meus olhos. Ajoelhada entre as tuas pernas, em cima do sofá, sorrio com um ar triunfante. Gosto tanto de te dar prazer!
E tu sentas-te e puxas-me para ti. Tiras-me a roupa à medida que me cobres o corpo com beijos, que me mordes aqui e ali, e que me levas à loucura, só com a boca. Entre inspirações e expirações bruscas digo-te – “És tão bom nisso!”. E és mesmo!
Grito de prazer e ainda mal acabei de o fazer, já tu estás dentro de mim. Bem dentro de mim. Tão dentro de mim… Cravo os dedos no sofá. Gemo mais ainda. Arquei-o as costas. Contorço-me de prazer. E num ápice os nossos corpos vivem a intensidade do nosso amor. Quase ao mesmo tempo!
“Somos mesmo bons nisto!” – dizes-me antes de me beijares como se o mundo fosse acabar já a seguir.
E somos mesmo!

Raio de Sol | #69Letras


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