Clube de voyeurs (Parte 1)

| M18 | Maiores 18 |

100 Modos

Prontamente servi mais um copo de vinho à VickyM que me retribuiu com um belo sorriso. Estávamos ao calor que emanava da lareira e ao som de Pearl Jam a ver as fotos da festa de fim de ano da Família 69. Já estávamos nisto à uns bons minutos, distraídos e embalados com os risos contagiantes provocados pelas parvoíces captadas nas fotografias.

– Olha esta, olha esta!!! – Disse eu empolgado quase esfregando a foto na sua cara.
– Haha! O Vizinho não escapa uma! Então tens que ver uma que deve estar para aí com… – Algo a interrompeu.
Ouviu-se uns risos provenientes do andar de baixo mas que ecoaram na perfeição pelo corredor do prédio que pareciam que vinham por detrás da porta da entrada. Olhámos um para o outro curiosos e esboçámos um sorriso matreiro. Segundos depois ouvimos novo ruído. Desta vez não se tratavam de meros risos e sim algo mais. Bastante algo mais. E do andar de baixo. Não foi preciso comunicarmos para que ambos fizéssemos o mesmo cálculo mental.
O barulho vinha da casa da Vizinha!!!
A VickyM deu um salto e pôs a mão na minha perna e em tom pervertido convidou-me:
– Anda vamos cuscar!
– Estás doida?! Deixa-os estar à vontade! – Comentei
– Mais ainda? Anda lá! Ou então vou sozinha! – Replicou apertando a mão na minha perna.
Não sei se era o efeito do vinho mas a verdade é que a curiosidade começou a invadir-me com o acréscimo desta chantagem aplicada pela VickyM.
Não resisti.
– Vá vamos então. Mas só vamos cuscar um pouco e depois voltamos.
– Sim claro, só vamos ver, clarooooo. – Disse num tom sarcástico.
Nisto reparo que com ela levava uma câmara fotográfica. Sim isso mesmo. No que nos iríamos meter…
Ela saiu porta fora e eu fui atrás meio receoso com a sensação que iria ser apanhado nesta aventura sem saber onde me esconder…
Fomos pelas escadas do prédio, silenciosamente até ao andar de baixo. Aproximamo-nos da porta da Vizinha que espantosamente estava aberta…

 

VickyM
Espreitei e os meus olhos foram banhados pela luxúria que ali se vivia… Estava com a pouca roupa que o calor da minha casa exigia e rapidamente senti os mamilos enrijecer por baixo da roupa…
À média luz, a Vizinha em todo os seu esplendor montava o Anónimo que deliciado a observava enquanto ela se movia como uma deusa. Os dois espojados no chão da sala aquecida, com velas espalhadas à volta deles e uma garrafa de vinho vazia… Instintivamente, alcancei o pescoço do 100Modos que estava atrás de mim ainda a tentar convencer-me que era má ideia… Puxei-o para junto de mim e encostei a sua face à minha para que observasse o mesmo espetáculo que eu… Sussurrei, já rouca pela tesão que me subia pelo corpo, fruto do vinho, da imagem e do calor que aquele corpo instantaneamente emanou ao observar:
– Ainda achas má ideia ter cinema no condomínio?
– Hmmmm… Não mesmo – soprou no meu ouvido, arrepiando-me.
– E fica melhor… Olha para aquele canto… Acho que eles não se importam nem um pouco de ter público… – digo, quando noto ali, escondida e tímida, ruborizada pelo desejo, a Miss Steel, de baby doll branco subido até às coxas que deixavam transparecer umas cuequinhas molhadas, mordendo o lábio quase como quem tira notas…
– Achas que nos juntemos? Ou é loucura???
– Diz-me tu, menino 100Modos… Algo em ti me diz que gostavas de te juntar…

 

100 Modos
Raios sempre a chamarem-me de menino…
A verdade é que todo aquele palco erótico me estava a deixar atiçado de excitação. Pior quando reparei que a diabinha VickyM me fitava diretamente nos olhos aguardando a minha resposta e ao mesmo tempo se tocava por cima da pouca roupa que trazia…
– Acho que não vai ser preciso responder-te a isso… – Comentei pegando na mão com que se tocava e fi-la tocar em mim.
Os corpos responderam por reflexo, deslizaram pela sala à volta da exibição canibalista em direção ao canto onde a luz incidia menos mas tínhamos acesso total ao espetáculo.
Desta vez a Miss Steel cravou o olhar em nós. Inicialmente senti-me constrangido mas rapidamente a VickyM fez com que isso ficasse em segundo plano quando me empurrou fazendo-me sentar numa poltrona quem nem notei que ali estava.
Serpenteou o deu corpo no meu e no momento que ia colocar as mãos na sua cintura levo uma valente sapatada nas mãos da Steel…
Ela cansou-se de observar e isso notava-se no seu rosto… Foi então que tudo se inverteu… Assim que a boca dela beijou a da VickyM…
Estava perante o cenário mais erótico possível e imaginário. Um casal dançando loucamente ao sabor do sexo mais à frente e mesmo próximo a mim duas deusas a cobiçarem a minha loucura onde apenas podia observar sem tocar…

 

© 100 Modos & VickyM #69Letras 2017

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