Arrufos…

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Ontem lembrei-me de ti… Fui dar uma volta para arejar, precisava de pensar bem nas coisas que me andavam a dar cabo da alma, este sentimento que me ferve a mente, como duas pessoas que se dão tão bem podem chatear-se assim.

Eu sei que tínhamos os dois razão, mas é razão para não nos falarmos? Vou deixar-te passar o amuo, por vezes o silêncio é um bom conselheiro, espero bem que assim seja, e que compreendas que tu tinhas razão, mas eu também tenho razão.

Adiante, ontem fui arejar, precisava de dar uma volta, andei sem destino, entregue aos pensamentos, acabei na porta do centro comercial e fiz coisas que as mulheres adoram fazer, aliás, tu adoras fazer e na volta apanhei essa doença, ver montras, qual a lógica de entrar num centro comercial para ver montras quando não se pode comprar o que se quer, alguém me explica?

Fui andando perdido por montras, namorei um casaco, que por acaso entrei na loja, experimentei e ficava-me mesmo bem, mas na carteira apenas havia contas para pagar… Lógica parva, nem percebo porque experimentei se não tinha dinheiro para pagar a porcaria do casaco, fazemos coisas que não se percebe muito bem.

Passei pela loja que tu muito gostas, aquela coisa chamada “Intimissimi”, ou que raio é o nome, uma loja de lingerie, aquela que uma vez fomos mais longe que o habitual, quando entrei contigo para aquele pequeno provador e fizeste questão de experimentar aquela lingerie que usaste no meu aniversário, basicamente fui servir de cabide, pois mal te cheguei a ver com ela vestida, mas ela ficou-te muito bem, quando te ofereceste a mim de prenda de aniversário, gostei muito da minha prenda, sem qualquer sombra de duvida.

Lembro-me de termos saído da loja e estranhamente, não faço qualquer ideia porque segui os passos do que tínhamos feito, e acabei no parque de estacionamento do centro comercial, parei junto ao pilar onde tínhamos deixado o carro da outra vez, senti-me um “voyeur” a observar-nos antes, sim, eu recordo-me perfeitamente do que fizemos quando chegamos ao carro, lembro-me dos beijos que demos, lembro-me da minha surpresa de me beijares mal entramos no carro, parecias quase uma adolescente em fogo, aqueles beijos quentes, aqueles beijos que despertam o libido, aquele teu convite em vires para o meu colo, e eu a pensar para mim que estava num parque de estacionamento com pessoas a passar, mas tu fizeste questão de me fazeres esquecer de onde estava.

Sentaste no meu colo, e seguraste a minha mão, empurraste a minha mão para dentro da tua saia, e fizeste-me perceber, que a lingerie que usavas antes, aquela com que saíste de casa, já não estava lá… Nada de cuecas, nada de soutien… Sentires as pontas dos meus dedos frios a tocar suavemente na tua pele quente, enquanto sentia os teus lábios contra os meus, tocar no teu sexo despido, quente, húmido, deixou-me louco, pus a minha mão fria no teu pescoço, segurei os teus cabelos enquanto empurrava os teus lábios contra os meus, frenéticos desejos que se despertaram e habilmente soltaste o cinto das minhas calças, abriste as mesmas e sentiste a minha vontade de te possuir ali mesmo…

Seguraste o meu sexo duro com firmeza, e sentaste no meu colo, ajeitaste a tua saia para cima e deslizaste para entre as minhas pernas, deixaste-me encaixado em ti, no teu corpo quente, fervias, e que bem me sabia toda aquela vontade, mordi o teu pescoço, trinquei as tuas orelhas enquanto te movias lentamente no meu colo, aquelas sensações vigorosas, excitantes por demais, mesmo quando meti a mão dentro da tua camisa e te segurei o peito na mão e com as pontas dos dedos te apertei os mamilos, deixando ainda mais fogosa que antes, os teus movimentos de cintura no meu colo ficaram mais rápidos, fervíamos os dois de uma maneira violenta, juro que por momentos ouvi a suspensão do carro a ranger, e por fim tudo acabou, ficamos ali uns minutos depois do orgasmo ter invadido os nossos corpos, sentada no meu colo, trocando mimos e beijos, parecia que estávamos em casa, e tínhamos acabado de fazer amor…

Despertei para mim mesmo, voltei há terra, ali encostado ao pilar, onde tínhamos estado, virei costas e sai do centro comercial, apanhei um táxi, não vou para casa, vou ter contigo, vou-te pedir desculpas por termos discutido, fazemos coisas muito melhores que discutir por coisas parvas e existe muito melhor, as recordações que ficam na alma, são melhores que qualquer discussão, estou a chegar…

 

Será que vou ter direito ao sexo de conciliação?

 

NMauFeitio #69Letras

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