Amor do passado

Capitulo I
Ao virar da esquina, vejo te.
Ao fim destes anos todos e o meu coração acelera. Ainda surtes efeito em mim.
Com ar mais amadurecido, mas a tua beleza interior pela qual me apaixonei ainda la esta.
Dirijo-me para te falar mas estanco, pois vejo que não estas só.
Tens alguém que te faz sorrir e coloca um brilho no teu olhar como eu fazia.
Triste, mas ao mesmo tempo feliz por te ver feliz e possivelmente amado, como eu te amei..
Não! Ainda te amo.
Não consigo me mexer de onde estou.
Doí me ver-te, porque relembro o que passamos e porque ainda mexes comigo.
As lágrimas brotavam dos meus olhos involuntariamente, senti o teu olhar cravado em mim. Ardia…
Ganhei forças e sai a correr daquela esquina.
Pensei que ja tivesse bem longe, mas senti uma mão forte que electrizou o meu corpo todo e entorpeceu a minha mente.
-Porque estas a fugir de mim? Já não nos vemos a tanto tempo e queria-te apresentar uma pessoa.
Não conseguia responder, as lágrimas cobriram o meu rosto, soluçava.
– Não reparei que me estivesses a ver? Não queria incomodar. Disse com a voz meia rouca e embriagada do choro.
– Tonta! Como não te poderia ver. Foi coincidência nos encontrarmos aqui. Porque tinha em mente ligar-te para te convidar para jantar.
Para quê, esta tortura?! Jantar com ele para que fim??!!
Será que não sabes, que ainda surtes efeito em mim. A nossa despedida foi tão fria e dolorosa.
O meu rosto como sempre deve ter denunciado todas as minhas duvidas, pois senti os lábios dele recaírem nos meus.
Um beijo salgado, misturado doçura e rebeldia. Tal e qual como me lembro.
Não!! Não posso sucumbir, tenho de resistir.
Mas quanto mais tentava escapar, cada vez mais sentia a mão dele puxar-me contra aquele corpo, que tantas noites me fez perder a noção. Senti as minhas pernas a fraquejar e o meu rosto ruborizado.
Afastou-se o suficiente para me olhar com aquele olhar malicioso e provocador e disse-me:
– Tinha saudades? E tu?
Com raiva por ter cedido, disse-lhe que não. Soltei-me dos braços dele, entrei no carro e dirigi para casa.
Enfiei-me no duche, para apagar aquele toque, o cheiro dele que me entorpece o pensamento e o corpo.
Deitei-me a chorar tristeza e raiva ao mesmo tempo, por ele ainda ter aquele efeito em mim. Pareço uma adolescente ao pé dele.
Porquê???
Ao fim destes anos e a forma abrupta com que nos separamos. Ele preferiu escolher a carreira à nossa relação.
Deixou-me um bilhete de despedida frio, sem qualquer sentimento. Passei meses a tentar sarar aquela dor agonizante, noites sem dormir à espera de um telefonema de arrependimento. Nada…. Adormeci…..
(continua)
LOLA #69Letras

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