O meu coração tinha mais quartos que uma casa de putas

Lembras-te quando eras uma das inquilinas? Entravas por ali adentro e devassavas-me a vida por completo. Não me deixavas inteiro, mas completo, sem fôlego e cheio de vida. Tivemos tanto e ficámos com tão pouco.

Se na maior parte dos dias vivo sossegado, outros sangro por todos os poros… tenho saudades tuas e não posso dizê-lo, quero atirar-te para cima da cama e desarrumar a vida outra vez, não me deixas, não me ligas, ignoras os meus sinais, passas ao lado, quero dizer que ainda te amo, apesar de tudo…

A culpa foi minha. Fechei os quartos todos, um dia, preguei portas e janelas, fiz o que tinha que fazer… tu também.

E assim ficámos.

E tenho tantas saudades tuas! Era só isto que te queria dizer… de parco alívio servem estas linhas, comprimido de açucar em doente terminal.

Adeus, mais uma vez!

p.s. – desculpem lá o desabafo, não alinha com o resto, mas todos temos as nossas cenas mal resolvidas e um homem também precisa de carpir umas mágoas de vez em quando.

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