O anjo em mim morreu

Com o tempo fui sarando as velhas feridas e substituindo-as por novas. Cada uma mais perversa que a outra.
A vida só se lembra de nos enviar sinais de alerta quando já passamos alguns sinais vermelhos.
Nesta vida já caí tanta vez que o anjo em mim morreu esborrachado debaixo da hipocrisia e falsidade.
Já não sou o doce de menina de outrora.
Muito menos ofereço a outra face a quem me magoa.
Foi o tempo que me apodreceu o coração. A vida lá tratou do resto.
Se me entreguei ao pecado e à luxúria, foi o tempo quem não me ensinou que deveria ignorar meu corpo e alimentar-me de tabus enfeitados de laços cor de rosa e bons costumes.
Se errarmos nesta vida por falta de orientação ou até mesmo por falta de tempo para encontrar melhores soluções, obriga-nos algum Deus que tenhamos de pagar penitências?
Que culpa tenho eu?
Se me sabe tão bem dar liberdade ao meu corpo e com ele saciar a minha fome como mulher que sou? Será que o mesmo Deus que me deu o corpo não me dá o direito divino de eu puder desfrutar deste como me der na real gana?
Este é o meu corpo! Meu templo! E no único tempo que me é concedido, faço o que eu quiser sem tabus ou falsos maus costumes!

MissSteel#69letras

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