Meu Eu, Manoel (parte 3)

Texto M18. ???????

Não devolvi mais qualquer palavra e percebi onde é que queria ir. Meti a mão pela nesga do roupão e senti o membro que se me apresentava duro, guloso… Voltei a tirar como se tivesse tocado num qualquer objecto mágico que me tinha transportado para uma série de visões escabrosas das quais queria fugir… Olhei de novo nos olhos e já a rebentar de tesão segurei-o pelo pescoço e beijei-o.

Naquele beijo que parecia de cinema de tão intenso e lento que foi, dei por mim de pernas encaixadas nas ancas dele. Possessiva, tinha ambas as mãos a segurar o pescoço que não precisa de indicações para me beijar como gosto. As mãos dele começaram a percorrer-me da nuca ao rabo e foi a vez dele se surpreender ao constatar que eu estava sem roupa interior alguma… paramos. Olhando nos olhos que já adivinharam o que se segue, sou eu quem quebra o silêncio… “Estás a sentir-te nú?” Ele acena com a cabeça. Desencaixo dele que me olhava incrédulo, ergo-me e sem tirar os olhos do corpo que agora desejo com a fúria de uma leoa faminta e que perscruta pelo roupão completamente desalinhado, tiro as meias lentamente, mordendo o lábio, sorrindo e ajoelho-me aos pés de um Manoel deleitado. Seguro num dos pés e utilizando maior delicadeza que consigo, calço-o, acariciando a perna por onde distribuo beijos até chegar à coxa e repito o processo na outra perna. Abro o roupão e chego os meus lábios junto aos dele já sequiosos, ficando apenas o cetim e a lycra entre nós… “Melhor agora?” “Sim…” e foi a minha vez de ser calada por um novo beijo ainda mais tesudo e solto. Sou sugada por um vortex de desejos escondidos e estamos no chão, aconchegados pelo tapete fofo, ele só meias, eu um baby doll subido. Todo ele é mãos que me tocam com suavidade e atingem os meus pontos frágeis e toda eu sou boca que beija, mordisca e lambe a pele que debaixo de mim queima e pede mais… Cedo ao desejo e abocanho-o, duro, gotejante e saboroso. Sugo o seu prazer enquanto as mãos me afagam os caracóis com delicadeza mas uma firmeza que me enchem de desejo de continuar até que ele me expluda na cara. Mas a minha mente perversa obriga-me a parar e voltar a começar… agora na base… as bolas depiladas pedem atenção… eu dou e desço, enquanto uso as mãos para abrir as pernas que não oferecem qualquer resistência e vejo aquele rabo delicioso que ataco em beijos e linguados esfomeados… Ele responde com gemidos sonoros e guturais, abrindo as pernas ainda mais, expondo-se ainda mais ao meu, ao agora nosso deleite… uso uma mão para sentir o pau a reagir enquanto introduzo a minha língua dentro dele, fundo, consentido e sentido com tamanha intensidade que também eu escorro e não resisto tocar-me… prolongo a dança de língua e mãos até a minha libido gritar por mais e sem abrir mão daquela tesão que me enchia as medidas subi à cara que gritava prazer, luxúria e deleite… beijei-o outra vez… um beijo que não durou muito, já que as mãos dele recolheram-me pelas ancas e fizeram chegar o meu sexo cheio de mel à boca gulosa… tremi e quebrei à primeira lambida, deixando-me cair e sentir o prazer que ele oferecia de bom grado, mestre e faminto e sem saber de onde senti o primeiro orgasmo… Mas ele não estava decidido a parar e continuou a sugar e lamber de uma ponta à outra… de alguma forma consegui virar-me e voltar a metê-lo na minha boca, dando todo um novo sentido ao que é morar no número 69 da Rua dos Prazeres.

Continua…

#VickyM

#69letras

Deixar uma resposta