Meu Eu, Manoel (parte 2)

Texto M18. ????

Manoel sorriu, confiante e recuou para se vestir… Não resisti a observar cada movimento, suave e compassado sem pressas e pensei como seria prazeroso despi-lo no mesmo ritmo… Afastei esses pensamentos, pensando que um homem como ele nunca quereria ser tocado por mim… ou pelo menos a ideia de homem que eu tinha dele. Qual stripper invertida, ele também me olhava ocasionalmente, sempre com aquele sorriso enigmático aberto na minha direcção. Subimos ao meu andar no elevador em silêncio e entrámos em casa. Já tinha colocado uma playlist de clássicos de Jazz a tocar, escolhida para relaxar da loucura e estava na mesa de centro um alentejano tinto a respirar à minha espera. Suspirei ao perceber que o nosso “encontro” tinha sido adiado e encaminhei-nos para a cozinha.

  • Está aí a obra de arte. Não está entupido, acho que é mesmo do material que usaram. Hoje é preciso dar um jeito, mas amanhã tem que ser trocado…
  • Sim patroa… Mas posso ver?
  • Desculpa… É o hábito…
  • Não desgosto nem um bocado de mulheres que sabem do que falam.

Corei, sem saber bem porquê. Afastei-me sob a desculpa de dar espaço e tempo para ele observar e trocar de roupa. Vesti um baby doll de cetim preto meio às pressas garantindo que não era dos transparentes e por alguma razão mantive as meias. Quando regressei à cozinha estava o Manoel já a terminar de secar o chão e pude ver as costas definidas sem serem exageradas e todas as suas formas masculinas perfeitas camufladas pelo seu jeito delicado, a sua voz doce. Estava encharcado, mas parecia feliz pelo abanar nas ancas. Tirei-o do transe quando perguntei “Já está?”. Ele virou-se e estacou por completo, fixando os olhos nos meus, que me levaram a pensar se estaria desalinhada (o cabelo, o raio do cabelo), e comecei a procurar a razão do espanto. “Não… estás perfeita… absolutamente perfeita…” Murmurou ele tentando voltar à tarefa que estava a fazer e balbuciando qualquer coisa sobre uma massa  e que eu tinha razão que aquilo tinha que ser trocado, blá, blá, blá… Parei-o, segurando-o pela mão. “Obrigada… Deixa estar isso que eu trato, já fizeste demais. Anda!”

Ele largou tudo e veio. Junto à máquina de secar, entreguei-lhe um roupão turco branco e pedi-lhe que se despisse. “É o mínimo que posso fazer depois de perturbar a tua noite de domingo. Veste isso e permite-me que te ofereça um copo de vinho enquanto a tua roupa seca”

“Também não tinha nada melhor para fazer esta noite” disse, enquanto se despia à minha frente, sem um pingo de pudor, meias e tudo. “ Posso emprestar-te umas, essas estão rasgadas e onde está rasgado… Nada a fazer” Ele sorriu sem responder.

Estávamos na sala, já acompanhados do vinho em conversa amena… Só conseguia pensar que o ciclo da máquina nunca mais acabava e eu estava cheia de vontade de abrir aquele roupão e descobrir o que estava por baixo daquele mistério todo…

Todos os meus pensamentos pecaminosos começaram a surtir efeito no meu corpo, os meus mamilos enrijeceram ao ponto da dor e claro da notoriedade. Foi a vez do Manoel tentar manter a postura e olhar nos meus olhos inundados de tesão, sentando-se meio de lado e deixando à vista a perna torneada. Não resistiu e aproximou-se do meu ouvido como fazem as amigas quando querem comentar algo mais kinky, mas foi numa voz sedutora que me disse, com os lábios a roçar o lóbulo da orelha “Não está frio, o que querem esses mamilos?”. O meu espanto foi notório, era eu com cara de miúda agora e já na sua postura de diva solta “Eu sei,sou afeminado,mas não menina…”

 

Continua…

#VickyM

#69letras

 


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