Meu Eu, Manoel (parte 1)

Texto M18. ????

No rescaldo das festas do condomínio, do meu aniversário, na ressaca da vida louca que andei a viver nas últimas semanas, enfim, andava à procura do nosso handyman do prédio, cansada, de sapatos na mão, meias e o vestido que usei na última das festas, violeta com decote em V e uma racha lateral bastante apelativa. O raio do cano da cozinha rebentou e eu já estou sem paciência para o reparar… Fui à procura de um homem, para que servem eles afinal?!

Vi uma porta entreaberta, que pensei ser a dispensa do andar e com uma ligeira batida esta abriu-se para me fazer ter uma visão que sacudiu de mim todo o cansaço e me inundou de surpresa, misturada com uma certa excitação que tive de disfarçar… Ali, num canto a meia luz, o Eu, Manoel sem t-shirt e calças para baixo a tentar alinhar os collants que tinham uma malha ligeira na coxa direita. Rapidamente percebi o porquê daquela malha! Pobres collants não foram feitos para ser esticados até literalmente ao tutano por membros avantajados… Coloquei a voz o melhor que consegui e fixei os olhos na cara do Manoel que também tentava desviar os olhos da minha coxa que deixava ver uns milímetros da renda das minhas meias de liga. “Desculpa, não sabia que estava aqui, vizinho… ando à procura do nosso handyman…”

A voz que me respondeu foi quase um gorgolejar, grave mas sereno “Não faz mal, também não era suposto estar aqui…”. Dizendo isto isto , endireitou-se e instintivamente virei-me de costas porque se tornava evidente que a única peça de roupa interior que o Manoel usava aquela noite eram uns collants com uma malha nas coxas… E que coxas… “Ahmmm… por acaso viu o senhor?” Balbuciei nervosa e já de palpitação acelerada… Já me tinha cruzado com o Manoel uma série de vezes mas nunca falámos muito. O cordial Bom dia, Boa tarde, Boa noite, o básico… mas havia uma qualquer aura de mistério que envolvia aquela criatura e mexia comigo… Senti-o aproximar-se por trás e colocar a mão no meu ombro. “Trata-me por tu, por favor Vicky. E não está aqui nada que nunca tenhas visto, podes te virar.” Foi o que fiz para me deparar com um sorriso gigante, um homem moreno, magro que emanava um perfume andrógeno e inebriante, magnético. Fixei o melhor que pude o olhar no dele mas depressa me apercebi que seria mais difícil manter os meus olhos nos dele do que no membro dele. Já completamente desconcertada e com a cabeça bem longe da minha cozinha alagada sorri também, tentando disfarçar a timidez que tanto mistério me causa “Ok, mas não respondeste à minha pergunta… Manoel”

  • Vicky, eu não vi o senhor porque hoje é domingo e segundo me lembro, esse pessoal folga, por isso me escondi aqui para me ajeitar…
  • Boa… Vou ter de ser eu a fazer tudo… outra vez…
  • Mas o que se passou? Precisas de ajuda? Dá para ver que estás cansada…
  • Foi o cano da minha cozinha… E sim estou cansada. Noutra situação faria eu mesma a porcaria da reparação… Aliás, vou ter de ser eu a fazer, não te incomodes…
  • Não, faço questão de ajudar! Em miúdo fiz uns biscates como canalizador!
  • Eu vou aceitar, mas tenho um pedido a fazer…
  • Sim, claro!
  • Veste-te, por favor… Estou cansada, não morta…

Contínua…

 

#VickyM

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