És minha…!

Foi mais um jantar normal de quem se está a conhecer, mas de normal não teve nada, só os primeiros 20 minutos de conversa banal em que falámos de tudo e de nada, de defeitos e qualidades, projectos e sonhos, planos para o futuro e as dúvidas do presente. Foi quando me contaste que o teu hobby era a fotografia…

– Ora aí está uma coisa que adoro mas nunca tive muito jeito!

Digo-te em tom de confidência e pronto, a conversa descambou a partir daí.

Tudo em ti me atrai, sem te aperceberes consegues seduzir-me a mente com palavras meticulosamente escolhidas e, quando o fazes de propósito, mais mexes comigo. Não consigo entender esta minha reacção a ti, à tua voz e ao teu perfume, que me inebria os sentidos e faz perder a noção do que me rodeia.

De repente, no meio de provocações e afirmações, dizes que gostavas de me fotografar, para meu espanto.

– Não sou bonita nem fotogénica, o meu corpo é o que tenho, cheio de imperfeições, e não há nada de atraente ou perfeito em mim para o fazeres. Ao que prontamente respondes:

– O teu corpo é um mero acessório que cobre a Alma enorme que tens!

Quase que morri naquele segundo. Para além de lindo de morrer és romântico, penso para mim enquanto bebo mais um gole de vinho, engasgando-me quando ele me toca no joelho por baixo da mesa, até o vinho entornei por cima de mim. Não foi pela surpresa nem pelo atrevimento mas sim pelo arrepio que me percorreu de uma ponta à outra, forte, intenso e sem explicação.

Ficaste sem jeito, pedes-me desculpa sem saber como reagir, meio aparvalhado com a situação, e ofereces-te para me levar a casa para trocar de roupa antes de irmos para o cinema o que aceito sem pensar.

Ao chegarmos sobes comigo, entramos e peço-te para te sentires à vontade e aguardares enquanto me troco. Vou para o quarto, dispo-me e de repente lembro-me que não te tinha oferecido nada para beber, visto o meu robe de cetim só por cima da lingerie e vou ter contigo à sala. Começo a perguntar se querias beber algo quando bruscamente me interrompes:

-Pára! Não te mexas!

Fiquei imóvel, surpresa, quando te vejo tirar uma pequena máquina fotográfica do bolso.

-Estás linda, quero guardar este momento se não te importares.

Fico sem reacção, deambulo num misto de surpresa e excitação crescente, mas assinto e começas a fotografar.

De repente chegas perto de mim, dás-me um beijo no pescoço e com os dedos percorres a linha do decote do robe, abrindo-o mais um pouco. Não ofereço resistência, confesso que acho toda a cena extremamente excitante, quase que faço amor com a máquina fotográfica e isso também não te deixa indiferente. Puxas o cinto do robe e afasta-lo dos ombros fazendo com que caia aos meus pés e sem esperar, pelo meio de muitas fotos agarras-me pela cintura, puxas-me para ti e começas por me despir o soutien e depois as cuecas, deixando as meias, o cinto de ligas e os sapatos, tocas-me e sorris ao sentir quão húmida estou, neste momento já não reajo, deixo-me levar quando me pedes para sentar, dando-me um beijo urgente e doce.

– Toca-te, como se fosse eu, olha-me nos olhos e fá-lo. Quero decorar a tua expressão quando te vens para mim, fotografar o momento em que pela primeira vez te tornaste minha.

Surpreendida mas assinto, toco-me sem desviar os olhos de ti até perder o controlo e ter um orgasmo brutal que me deixa a tremer, impossível resistir-te e a toda a sensualidade do momento, e de repente vejo-me envolvida numa história de sedução e submissão à qual não consigo fugir, tornei-me a tua menina e tu o meu amo. O dar-te prazer é o meu prazer…

– Agora sim, és minha… Dizes.

Miss Kitty #69Letras

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