Então fartaste-te da cabra? (Parte 2)

| M18 | Maiores 18 |

Continuação da parte 1,

O teu calor, a tua pele, o teu perfume… Ainda com a tua cabeça encostada ao meu peito disseste: “Então fartaste-te da cabra?” Foi então que confirmei as minhas suspeitas. Ciúmes. Em parte devo admitir que essa tua reacção me gerou um certo prazer, excitou-me. Mas disseste aquilo com um tom sarcástico e não podia deixar passar sem responder. “Sim, fartei-me. Porque o que o eu quero está aqui em cima e eu tenho fome.” Ao responder senti a tua mão a tocar-me no meio das pernas. Seguraste e apertaste.

“Se a cabra não sabe o que quer, eu sei o que tenho! Daqui não sais agora. Sacia-me com o mesmo impulso que me falaste lá em baixo! Faz com que aquela cabra saiba o que tens. Ela está ali a ver. Fode-me e fa-la ter vergonha de sequer ter tentado a “minha” carne.” 

Disseste… Um misto de sentimentos percorreram o meu corpo. Em segundos fiquei cheio de tusa, depois parei para pensar. “O quê ela estava a ver?” Fiquei indeciso de estava a sentir vergonha ou se estava presente uma nova experiência. Perdi o raciocínio quando pegaste nas minhas mãos e as colocaste sobre as tuas pernas e foste fazendo com que subisse o teu vestido. Não foi preciso muito, ele já era curto. Qual não foi o meu espanto quando reparei que não tinhas nada vestido por baixo… Que tesão. Que deusa. De facto sempre foste boa a surpreender-me. Numa festa de anos… Estava com tanta vontade que as calças magoavam-me. Percebeste e não tardou em colocares-te de joelhos, em pleno chão de cimento, onde irias ficar certamente magoada. Outra coisa que era surpreendente, quando era para comer, não importa qual a mesa que se usa. Baixaste-me as calças tão rápido que nem reparei que os boxers foram juntamente. A porta que dava acesso ao terraço estava aberta e qualquer um que se aproximasse poderia ver aquele espectáculo de carnificina. Mas quem iria ficar ali a olhar, sem vergonha de assistir a tal canibalismo?

Apenas uma pessoa, uma. Essa estava a ver. Tu querias que ela assistisse a tudo. Foi a tua forma de vingar. Já não pensava direito quando me tinhas na tua boca. Quente, lábios carnudos, suculenta. Entre movimentos repetidos, com as tuas “técnicas”, entre gemidos ias lançando olhares para a porta. Olhares de propriedade. Foi então que decidi colaborar com esta domagem dos nossos demónios. Agarrei na parte de trás da tua cabeça e puxei para mim, fui bruto no movimento e tu nem hesitaste um pouco, como só tu sabias. Todo em ti. Melhor ainda foi quando tiraste a mão da tua cabeça e agarraste-te as ancas e puxaste-me para ti. Ok, entendi. Domadora e exibicionista. Que sensação. Deixaste-me no ponto, quase a passar o ponto, senti-me latejar, a pingar, a ferver. Levantaste-te. Estavas esfolada. Não te queixaste nem um pouco. Foi então que a outra já nem procurava esconder-se, estava encostada na parede dentro da entrada que dava acesso ao terraço. Ela estava inquieta, claramente excitada. Desejosa de estar ali no meio. Sorriste para ela. Um sorriso vazio, que tudo dizia e nada devolvia.

Viraste-te de costas para mim. Roçaste em mim. Senti-te húmida. Faminta, gulosa, a pingar… Fizeste com que o meu membro ficasse no meio das tuas pernas mas sem entrar. E ficaste ali com movimentos leves enquanto que com os braços me puxavas para ti. Ao poucos senti que estava a entrar em ti. Como queimavas. Ardias. Sentia a pulsação dos teus lábios… Aquela situação deixava-te louca. Estavas a dar tudo ali. Ouvi um gemido. Não era teu. Era da outra, ela não estava a controlar-se. De momento ela tocava-se vigorosamente. Tinha subido o seu vestido, igualmente curto, e estava a viver o momento como se de um filme erótico se trata-se. Não quisemos saber. Passou a ser a minha vez de controlar o momento. Debrucei-te sobre o muro do terraço, admirando as tuas belas curvas e toda aquela vista perfeita. Subi um pouco mais o teu vestido e agarrei-te pela cintura. Continuei com os movimentos, comia-te agressivamente, começavas a gemer, tapei-te a boca, e tu com uma das tuas mãos foste por baixo das tuas pernas tocar em mim. Sabias como eu gostava disso e que me faria gemer. Estavas a deixar-nos aos 3 loucos. No ponto. Os últimos segundos foram de entrega total e puro erotismo. Sentiste-me quase a vir, saíste daquela posição, e empurraste-me para uma cadeira que lá estava. Inclinaste-te sem te ajoelhar, e este plano permitia que ela nos visse aos dois claramente. Ela já tinha vários dedos dentro dela, já consolada e ainda com espasmos do orgasmo atingido. Começaste novamente com com a boca… E como fervias… Estavas a puxar por mim, sem paragens, nem controlo, querias saborear-me, provar-me em frente dela. E assim foi. Afundaste-me na tua boca, aproveitando tudo. Tudo. E só paraste quando implorei, estava cheio de espasmos e a cadeira já me magoava com a forma como me contorcia.

Ajeitamo-nos, entre sorrisos, a cambalear e beijos fomos até à saída do terraço.

Não esperaste nem um segundo e sarcasticamente disseste:

“Este é o Meu marido!”

Oh mulher, tu não poupas uma… Que deusa.

© 100 Modos #69Letras 2016

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