Dilemas de escritor

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Já me escreveram alguns mails desde que escrevo estes contos, das mil coisas que me fariam quando me conhecessem, alguns desses comentários, fizeram-me corar bastante, afinal escrevo porque gosto de escrever, e ao mesmo tempo, poder provocar alguém que me leia, é a parte boa da coisa por assim dizer.

Vários mails que troquei, como sou respondão, respondo sempre o dobro do que me desejam a mim, e foi assim que te conheci.

Tinhas lido o meu mais recente conto, horas antes de nos conhecermos para um café, vinhas em picos, pelo que percebi no mail, e eu alertei que ainda assim, poderia não ser o que esperavas, podia ser um velho desdentado de 80 anos com uma pequena imaginação fora do comum, e nem assim, te desmotivei.

Hora marcada, no centro comercial, muita gente, e lá vem o tal email, a dizer que esta atrasada, para eu, claro esta, para esperar, e assim o fiz, esperei mais de meia hora, até receber novo email a perguntar como estava vestido, e eu respondi apenas, que era o único homem com um chapéu na cabeça, adoro usar chapéus, tenho vários.

Sentaste na mesa, cumprimentamos com os dois beijos da praxe, e pediste desculpas pelo atraso, tinhas ficado retida não sei onde, não percebi muito bem, perguntaste pelo velho desdentado, que eu não era afinal, era apenas um jovem de 37 anos com uma imaginação fértil, e tu uma menina toda gira, com tudo no sitio, incrível mais por andar sozinha, como seria possível tal coisa.

O café foi rápido, e assim que saímos do café, levo com a primeira resposta mais provocante, que era melhor do que ela podia desejar, nem sei se era bom, ou se era mau, mas com aquilo fiquei sem saber o que fazer, num centro comercial, bom, acho que tu tinhas as coisas bem mais pensadas que eu, eu tinha planeado ir beber um café, levar uma tampa e seguir para casa, tu ofereceste para me dar boleia, para onde eu quisesse ir.

Lá fomos então, pelo caminho já depois de uns quantos esfregões no meu joelho e alguns comentários capaz de deixar um homem com o vigor ligado, perguntaste se nos poderíamos conhecer melhor, a resposta foi que sim, mas tu pretendias fazer isso já, naquele momento, e eu, bom, porque não, e lá fomos para o que tinhas em mente, chegamos a um complexo de vilas, pediste-me para esperar no carro e foste a uma casa, saíste dessa casa com uma chave na mão, dizia motéis qualquer coisa, e lá chegamos a uma casa, disseste para eu ficar a vontade, que não irias fazer nada que eu não quisesse, poderíamos falar apenas se assim o entendesse, e falamos, olhos nos olhos.

Disseste que irias tomas um duche rápido, para eu descontrair, e não fugir e não ter medo, não eras o bicho papão, e eu analisei a casa, espelhos em vários sítios, e percebi que espaço era aquele, um espaço para umas aventuras, acabei por me sentar numa cadeira junto da cama.

Tu saíste de casa de banho, como uma visão, acho que devo ter corado quem nem um tomate, os cabelos ainda molhados, um corpete deixava ver as tuas formas generosas, umas meias de liga, e uns belos saltos agulha, ver aquilo digamos que foi explosivo, ainda perguntaste se era assim que eu gostava de ver uma mulher, eu sinceramente nem sei o que respondi, estava completamente hipnotizado, chegaste ao pé de mim e pregaste-me um valente beijo, fiquei quase sem respirar quando as tuas mãos provocantes percorreram o meu corpo e massajarem o meu sexo por cima das calças, se já estava pronto, ainda mais fiquei, logo ali começaram as minhas roupas a voar, estava completamente excitado, é impossível um homem não gostar do que vê, perdi-me nos teus lábios carnudos, no teu pescoço, no teu peito generoso, tuas ancas igualmente generosas, perdi-me no teu corpo cheio de ousadia, e ali mesmo, senti os prazeres da tua carne em ebulição, os pequenos toques dos meus lábios, da minha língua faziam sair sonoros gemidos da tua boca, acabei por te encosta junto da parede mais próxima e entro bem fundo dentro de ti, os teus movimentos de coxas deixavam-me completamente doido, o vai e vem bem profundo, o segurar do teu cabelo para te impedir de me fazer explodir, mas a vontade, penso que dois dois, não demoram mais que uns breves minutos, um orgasmo violento e sonoro, penetrou nos nossos corpos, soltando as nossas vozes em algo bom, único.

Fomos recompor energias, e voltamos a recomeçar novamente mais uma história para se escrever algures na mente dos dois.

 

NMauFeitio #69letras

Deixar uma resposta