A cera guarda tudo

Não sou de forma alguma materialista, sendo um solteirão convicto a minha casa é extremamente “clean”, cores claras, móveis modernos mas essencialmente práticos e só os necessários, cozinha ampla e arejada.
E um dos muitos prazeres pessoais, adoro cozinhar, adoro particularmente o meu sofá com chaise long que já me proporcionou emoções magníficas. No quarto sou apaixonado pela minha cama japonesa de 2 metros por 2, com a cabeceira trabalhada e entalhes estrategicamente colocados para permitir a imobilização de membros e dar azo a fantasias mais elaboradas, fora de casa a minha paixão é o meu bólide, um quase clássico, fruto de trabalho árduo mas com o objetivo de possuir.
Os mais ecologistas não serão fãs, afinal são 3000 de cilindrada bi- turbo um primor a mastigar combustível mas o prazer de condução, a adrenalina que me desperta ao ouvir o rugir do motor, o detalhe primoroso dos acabamentos e os assentos em pele k se tivessem voz própria envergonhariam muitas produções pornográficas. Felizmente não têm.
De quando em quando gosto de o mimar, tratamento completo quase como os metrossexuais com o seu corpo. Eu uso a versão automóvel, logo foi com alguma satisfação que descobri pertissimo da minha residência que abriu um espaço para esse efeito totalmente gerido e mantido por mulheres.
Óbvio que me despertou imensa curiosidade, quem me segue sabe que trabalho por turnos, tendo chegado já madrugada adentro mas querendo aproveitar o curto dia de folga, resolvi investigar o local. Era perto das 12.00h, afinal tinha que descansar qualquer coisa, parei junto à recepção, não sem antes soltar dois roncos de aceleração em jeito de mostra de poder. Coisas de gajo. Sai do carro, aproximei-me da recepção e por segundos, que pareceram um eternidade.
Paralisei! 1,75m de morena, olhos cinza-esverdeados, com dois magníficos seios à segurar um magnífica blusa de alças preta extremamente decotada, umas calças da moda, as famosas Yoga Pants (acho que se diz assim) também pretas, meus ouvidos ouviam algo mas, o meu cérebro enviava todo o meu sangue para o meu membro que se erguia sem controle.
Quando voltei a mim percebi que me cumprimentava.
– Olá, boa tarde, posso ajudar, sou a M……
– Olá!- Balbuciei ainda algo incoerente. Pensei. Controla-te porra!!!, é uma miúda.
– Bom dia ou boa tarde o que preferir. Sou o Bastardo e, sim pode-me ajudar. Gostaria de ver os tratamentos disponíveis aqui para o meu calhambeque!
Com um sorriso de derreter um glaciar responde-me.
– Um calhambeque! Nunca! Este é uma verdadeira obra de arte de engenharia alemã.
– Percebe de carros?
– Adoro carros. A minha aposta neste negócio foi essencialmente para marcar a diferença neste ramo liderado por homens mas também alimentar o meu gosto por automóveis. Então o que desejava?
Perfeitamente desconcertado quer pela beleza desta trintona quer pela sua desenvoltura nunca deixando de me fitar olhos nos olhos.
– Queria uma lavagem manual com aplicação também manual de cera de acabamento, hidratação da pele dos estofos e verniz de acabamento nos metais e plásticos, é possível?
– Claro que sim. Se voltar pelo fim da tarde. É que estou sozinha hoje, as minhas duas funcionárias foram levar carros a clientes!
– Pois então deixe estar. Sabe só tenho folga hoje e queria aproveitar ainda o resto do dia!
– Espere, como cliente novo vou abrir uma excepção para si. Vou ter é que fechar as portas para me poder dedicar à sua viatura.
Após o ter feito. diz-me:
– Permite que o leve (o carro) para a área de lavagem, sempre sonhei conduzir um destes. Aliás é uma das razões para esta excepção! Após entrar sensualmente na minha máquina e após alguns metros a sentir o poder daquele motor, sair de forma ainda mais provocante. O meu pênis latejava de dor encurralado nas calças ao observar os seus movimentos na lavagem pormenorizada da chapa exterior, faróis, jantes enquanto esta secava. Procedia à aspiração interior e hidratação dos bancos naquela posição sugestiva onde a elasticidade das calças atingiram o seu limite e numa quase transparência se vislumbra o fio dental vermelho sangue, praticamente enfiado dentro dos seus labios vaginais consequência natural do esforço físico que efectuava.
Mas quem não se aguentava, era eu. A minha natureza de lobo veio ao de cima, com atrevimento perguntei-lhe enquanto iniciava a colocação da cera-
– Para além de eu ser um cliente novo e você gostar do carro, qual a outra razão para esta excepção?, que como patroa que é, não necessitava de abrir?
– Porque esse enchumaço a crescer nas suas calças desde que me viu e têm estado a observar-me, deixa-me excitada. Estou a insinuar-me desde que comecei a lavagem e, já estava a ficar frustrada pela sua inércia…
Quase não a deixei acabar a frase, a minha tesão e loucura era tanta que, só ouvi a palavra excitada pura e simplesmente avancei. Encostei-me por trás aproveitando a sua posição e o factor surpresa e abraçando-a pela cintura fiz-lhe sentir a dureza da minha luxúria entre as suas nádegas musculadas, roçando lentamente em movimentos ascendentes e descendentes acicatando-lhe a púbis. As minhas mãos sobem-lhe na pele a ferver até aqueles seios fantásticos, o toque suave e o apertar delicado acordam os seus mamilos delicados e lindíssimos. À medida que a trago de encontro ao meu corpo beijo-lhe o pescoço, o bolbo da orelha, sussurro no seu ouvido após passar a minha língua quente e digo-lhe:-Vira-te!
Beijo a sua boca pela primeira vez, vagarosamente percorro cada lábio com a minha língua e aperto cada um no meio dos meus lábios, sinto a sua respiração acelerar, quando a minha mão nas costas da sua cabeça a empurram para um beijo interminável e sufocante.
O meu polo desaparece do meu corpo qual a sua destreza, minhas calças são empurradas para baixo numa urgência animal, cai de joelhos à minha frente e afunda a minha glande e todo o comprimento do meu membro na sua garganta aveludada e quente, a sua habilidade é de tal maneira apurada que quase me venho em minutos.
Seguro os seus cabelos negros escorridos e refrego-a um pouco, puxo-a para a minha altura, sinto os seus bicos duros e a sua língua húmida a subirem pelo meu corpo, contracções de prazer atravessam-nos. Beijo-a delicadamente enquanto lhe retiro a blusa, desço no seu peito sorvendo cada contorno à vez, desço pelo seu ventre, vou-lhe descendo as calças e o fio dental enquanto avanço para a sua vagina que já escorre o delicado mel.  A ponta da minha língua abre caminho para a batalha com o seu clitóris inchado e sensível, retiro as suas botas de trabalho e todo o vestígio de roupa, levanto-lhe a perna e coloco-a no meu ombro, suportando quase a totalidade do seu peso abro-a para mim e mergulho a minha boca naquele manjar irresistível.
Quando as suas mãos me repuxam o cabelo e me obrigam a respirar o ar da sua cavidade de amor, invadem-me os seus sucos, por momentos sucumbiu naquele orgasmo intenso, lambuzo-me com cada gota e vou deixando provas pelo seu corpo até estar novamente frente a frente com aqueles olhos que agora brilham de desejo. Pego-lhe pelas nádegas, levanto-a para a altura do meu membro, sem aviso penetro-a.
solta um grito seguido de um gemido intenso, um centimetro de cada vez, quero que me sinta todo a preenche-la, deito-a em cima do capot ainda quente do trabalhar do motor. Ela diz-me:
– A cera ainda não secou!!
Respondo:
– Que se lixe a cera.
Apoiei as suas nádegas e fui aumentando o ritmo da penetração à medida que a beijava cada vez mais apaixonadamente, deixou-se cair suavemente para trás e apoiada nas suas mãos abriu-se completamente para mim. O seu gemer torna-se desordenado há medida que o vê desaparecer dentro de si cada vez mais rápida e intensamente.
Apoiado nas suas ancas dou estocadas cada vez mais profundas, de repente grita e atira-se ao meu pescoço mordendo-me o ombro para calar cada novo grito.
Sei que se veio novamente, a forma repentina e deslizante que o meu caralho sentiu demonstra isso mesmo, empurra-me. Agachasse e chupa-me a verga sofregamente, saboreia-nos demoradamente, pegando-me pelo pênis leva-me para a entrada da porta do condutor, abre-a, dobra-se no meu banco e empina bem o cú.  Irresistível!! Para meu espanto, sem intenção entro no seu ânus sem dificuldade, por milésimos de segundo assusto-me, nunca deve ser feito sem a devida preparação. No entanto só oiço.
– Sim Cabrão!, anda mete todo, não tenhas medo, a cera é natural.
Num misto de tesão e uma gargalhada contida pela situação inusitada não me fiz rogado e abalroei aquela roseta castanha com ímpeto. Ela própria usando o volante como apoio empurrava aquelas nádegas soberbas que engoliam toda a minha lascivia, ao sentir-me a vir desceu a mão para o acelerador fazendo o ronronar do motor acompanhar as minhas investidas e por fim a minha explosão incontrolável. Um momento repetível e maravilhoso, suavemente sai de dentro dela, delicadamente, com a sua boca sorveu avidamente os restos do meu leite.
Sorriu. Beijou-me docemente e começou a vestir-se. Fiz o mesmo, enquanto abrandava o meu coração e, revivia cada segundo do que tinha acabado de acontecer.
Ela passava um pano de lustro na pintura e dava os acabamentos finais, finalmente encarando mais uma vez os seus olhos magnetizantes, pergunto.
– Quanto devo??
– Nada. Hoje é por conta da casa. Uma fantasia há muito por realizar, mas espero ansiosamente que voltes. Que possas ser um cliente fiel.
Com um sorriso carregado de segundas intenções, respondi.
– Quanto à fidelidade nunca soube o que é isso, mas a minha máquina ganhou um sítio preferido novo, por isso sim. Serei cliente.
Abre-me os portões para eu sair e dá-me pela última vez o gosto frutado daqueles lábios carnudos enquanto me pisca um olho.
Isto foi na passada semana, mas cada vez que olho o meu bólide ao sol parece que foi agora. No capôt ainda perdura as marcas das suas nádegas fabulosas ,o apoio das mãos e dos meus testículos, afinal a cera além de proteger e lubrificar, também guarda memórias.
Bastardo #69Letras

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