Uma viagem a repetir

M18 | Maiores de 18 | Deviam ser umas vinte horas, quando cheguei ao parque de estacionamento da cidade universitária, tal como tínhamos combinado, olhei em redor, e tentei descobrir o teu carro, acabei por ver uns sinais de luzes, indicando onde estavas, reparei que saíste de carro, fui na tua direção, recebeste-me um beijo longo, lábios nos lábios, línguas cruzadas como se há não se tocassem, o abraço e o beijo deixaram-me com o coração aos pulos, a noite estava bastante fria, mas ainda assim tinhas conseguido despertar-me.

Entramos no carro, e continuamos aos beijos, as caricias ligeiras, redescobriam-se lentamente, beijos, e mais beijos, desejos mil, a noite lá fora continuava fria, e escura, os vidros do carro não demoraram assim tanto a embaciar, o calor gerado por dois corpos quentes geram bastante calor, os beijos continuaram e as vergonhas perderam-se algures, quando já não se via nada para o exterior, as mãos já não eram cuidadosas, as tuas mãos no meu corpo, revirando a minha roupa, as minhas mãos tentando procurar por inimigos do desejo, reparei que estavas sem cuecas já, algo raro, e no mesmo momento que te sinto sem cuecas, me afastas de ti, encostas-me ao banco, e atiras-te as minhas calças, desabotoando e abrindo o fecho, pedes-me para as deslizar para baixo, ao que acedo, expondo o já duro sexo, e tu sem delongas, te atiras a ele, como se um gelado se tratasse, a primeira investida faz-me soltar o violento gemido, a tua boca está tão quente, que quase, se não me controlo, expludo em ti, e tu divertes-te saboreando-me dentro de ti, atiraste-te a tudo, ao meu membro firme e hirto, engolindo todo como se de amanhã não existisse, massajando as bolas, puxando-as para a frente para as poderes apreciar com a língua, sensações mil, arrepiantes, saborosas.

Acabei por te impedir de continuares, visto não aguentar muito mais as tuas investidas, recompus-me, e tu saltaste para cima do banco, ficas de quatro para o banco de trás, ajeitei-me atrás de ti, afastei as tuas nádegas com os dedos, expus o teu sexo a mim, brilhava, tal era o grau de excitação em que estavas, enterrei literalmente a minha cara nas tuas nádegas, senti o teu sabor, quente, muito encharcado, com uma mão, comecei a massajar-te o clitóris enquanto esfregava a minha cara bem dentro de ti, primeiro devagar, porque sei que adoras que faça as coisas devagar, mas acabei e devido a posição, de apressar as coisas, massajando-te o clitóris com alguma força, e enterrando ainda mais a minha cara nas tuas nádegas.

Libertei-te da posição, estávamos os dois completamente cheios de tesão, as primeiras gotas dos vidros embaciados começavam a escorrer vidro abaixo, mas ainda nem tínhamos começado, puxei o meu banco todo para trás, puxei-te para mim e deixei-te deslizar para cima do meu sexo duro, encaixaste em mim, tudo de uma só vez, estavas a pingar de me sentir dentro de ti, acalmaste quando me sentiste dentro de ti, pegaste na pega da porta e foste tentando mexer lentamente as ancas, os movimentos simples, para trás e para a frente, eram tão saborosos, delinquentes quase diria, e muito lentamente a dança continuou acompanhada de beijos, caricias, apertos nos mamilos, e roupas despidas, segurei-te nas ancas, e fiz-me deslizar debaixo de ti, subindo e descendo de ti com bastante vigor, nesse momento os teus gemidos soltaram-se, e em vez de acalmar ainda fiquei mais agitado, e aumentei a pressão em ti, provocando-te com que te viesses de uma forma abrupta, escorrias os teus sucos, quando eu acabei por soltar toda a minha carga a ferver bem dentro de ti.

Ficamos uns minutos ali sentados, tu no meu colo, tais dois adolescentes, o calor dentro do carro, subiu bastante, arranjamos minimamente a roupa e abrimos um pouco da janela, o ar fresco, que rapidamente entrou foi como uma lufada de ar fresco no carro que parecia estar em chamas.

Percebi pelo teu olhar que querias mais, o tempo que tinha passado dava para mais, não para muito mais, mas dava para mais, desafiaste-me a ir para o banco de trás, era bastante mais espaçoso, chegamos os bancos da frente para a frente e aumentou bastante o espaço, quase uma cama, e mudamos para os bancos de trás, voltamos aos beijos, as caricias, voltei a ganhar tesão, só de sentir as tuas mãos no meu corpo, e os teus lábios contra os meus, pediste para eu tirar as calças, o que acedi, tiraste a saia, e sentaste no meu colo, virada para mim, seguraste nos meus pulsos como se os quisesses amarrar, encaixaste em mim, e entre beijos e respirações ofegantes, me possuíste como adoras, lentamente, os teus movimentos lentos, ritmados, o teu calor incandescente, deixando-me há beira de querer explodir e tu paravas, tiravas-me de dentro de ti, beijavas-me, e tornavas a encaixar em mim, e fizeste isto durante um pouco, como se quisesses adiar o inevitável, os teus movimentos, a tua respiração, o desejo de aguentar mais um pouco, depressa percebi que também não ias aguentar muito mais, quando finalmente te mexeste um pouco mais rápido, já não me aguentei mais, nem tu, explodimos os dois num orgasmo violentíssimo.

Ficamos ali sentados encostados um ao outro, o meu telemóvel deu sinal, era vinte e duas horas, era hora de ir embora para a minha viagem, e de tu seguires o teu caminho, um dia será repetido em algum parque de estacionamento por aí perto…
NMaufeitio #69Letras

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