Um passeio pelo campo grande

| M18 | Maiores 18 |

Existem coisas que vivemos que ficam difíceis de esquecer, ainda me lembro daquele passeio que demos por Lisboa, no jardim do campo grande, de termos dado mil voltas ao jardim procurando por uma banco simpático, para nos instalarmos, o banco mais recatado do jardim, eram umas dezoito horas, foi algures numa primavera, fui-te apanhar numa universidade para os lados da avenida das forças armadas, fomos dar uma volta pelo jardim, bebemos um café, entregamos aos beijos doidos um do outro, parecíamos dois miúdos com as primeiras provocações, estava de calças de ganga, uma camisola branca e um blusão de cabedal preto, tu estavas com uma saia rodada preta e um top preto, e um blusão de ganga.

Existem coisas que a vida faz, que inicialmente nem fazem muito sentido, mas quando me sentei no banco e tu vieste para o meu colo e começamos ali nos amassos, acho que o nosso maior receio na altura, era hora de ponta, muitas pessoas por ali passavam e outras deambulavam, era que os nossos desejos mais promiscuos viessem há baila das pessoas que por nós se cruzassem, a tua saia rodada, ocultava a minha cintura na totalidade, tu rebolaste em cima de mim, entre beijos e caricias escondidas, os beijos dos lábios, das línguas que se cruzavam, das indiscretas mãos no peito, aos ligeiros apertões nos mamilos por cima do soutien, as dentadinhas que me davas no pescoço, ao roçar das tuas ancas no meu corpo, nada era indiferente, tudo era real, até o facto de tempos a tempos olharmos em volta para ver se alguém estaria a observar o que estávamos a fazer.

Tu sentiste nas minhas calças o meu desejo despertar, cada vez que te roçavas com mais convicção, ele aumentava, até ficar preso nas próprias calças, algo que mais tarde acabaste por discretamente aliviar para fora delas, e quando assim o fizeste, continuaste a roçar-te com mais força e ele foi crescendo e ficando mais rijo, os beijos e as restantes indescrições continuaram, até que nos esquecemos onde estávamos, quando subtilmente desviaste as cuecas para o lado e me deixaste deslizar por ti adentro num só movimento, prendi a respiração, olhei em volta, não vi ninguém e soltei um leve gemido, que tu aproveitaste para dar uma trinca na minha orelha, que me deixou corado e tremendamente excitado, mais ainda.

Tu marota movimentavas-te com destreza, lentamente e sem dar muito nas vistas, mas a cada movimento, dava para te sentir muito bem, o teu calor, o teu sumo, a tua humidade sem relatividade, era por demais um forno apetitoso que dava vontade de comer e chorar por mais. Nunca paraste com os beijos, nem com os movimentos controlados, eu nunca parei de procurar por mirones, mas nunca dei conta deles, e tu nem te preocupaste muito com isso, dei pelos teus gemidos bastante controlados, mas dei por eles, os movimentos eram ligeiros e rápidos, mal se davam por cima da saia, mas estavas a mover-te forte, o gozo era gigante, e ainda mais gozamos quando tentamos de uma forma vil não nos virmos, contorcendo os corpos como que negando o inevitável, até que o mesmo acabou por chegar, e nesse momento, engolimos todo o ar que podíamos e nenhum de nós soltou um som, apenas soltamos o ar que tínhamos nos pulmões.

Recompuseste as tuas roupas, arrumaste-me novamente no sitio, antes de saíres do meu colo, tiveste o cuidado de ver se estava eventualmente pingado, e por nada destes, levantamos do banco e fui pôr-te na universidade para te compores e voltares para as aulas.

 

NMauFeitio #69Letras

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