Passeios de Sintra

| M18 | Maiores18 |

 

Entregue a estes pensamentos, lembrei-me do passeio que demos por Sintra, e acabamos por dar com umas casas de aluguer, e alugamos uma casa para saciarmos os apetites, quando entramos na casa, a decoração toda interessante, espelhos no tecto, espelhos nas paredes, espelhos por cima da cama, jacuzzi, e ainda havia uns quantos adereços indicativos do que por ali se fazia.

Estavas cansada, tinhas trabalhado o dia todo, mas alinhaste no passeio, íamos há descoberta, de ver o que se passava por aquelas bandas, desconhecidas de nós, saciamos o apetite de estômago num restaurante, e continuamos o passeio a ver onde poderíamos ir saciar outros apetites que andavam entusiasmados e descontrolados, acabamos por ir ao encontro de uma placa onde dizia, alugam-se quartos, e seguimos as placas, e afinal não eram propriamente quartos, eram casas, mas o custo era bastante reduzido, e quase diria que seria ponto de encontro de amantes, carros escondidos em garagens, entradas por garagem, longe da visão de quem quer que fosse o curioso.

Quando entramos na casa, ficamos um pouco estranhos, nunca tínhamos visto um quarto assim, espelhos mil, um enorme jacuzzi, e logo ali despertaram ideias, desejos, fantasias, pelo que não perdemos muito tempo a revistar o quarto, perdemos tempo sim, com os beijos, com as caricias, a cada beijo uma peça de roupa voava para o chão, nem sabíamos bem para onde ir, o que havíamos de escolher primeiro, fomos para o jacuzzi, água bem quente, muitas bolhas a rebentar, e os beijos e as caricias continuaram dentro do jacuzzi, dois corpos dançantes com pecado por saciar, beijos provocantes, línguas deslizantes, bem mostravam ao que iam.

Quando entramos no jacuzzi, já não havia intenções, havia acções, beijos de língua na boca, beijos de língua no pescoço, beijos de língua nos mamilos, duros, tesos, a agua essa não perturbava o momento, as bolhas deram ideias, sentados no jacuzzi, massagens vigorosas nos corpos, dedos deslizavam por todo o corpo, pesquisando prazeres, deleitando fantasias.

Dentro de agua me saciei do teu sabor, de me ter dentro de ti, a minha língua entre as tuas pernas, percorreu cada centímetro de pele, até deslizar para dentro de ti, para provar o teu sabor, húmido, quente, provocante, indecente, e a cada movimento da minha língua dentro de ti, apenas tinha como resultado um suspiro, um longo e profundo suspiro, não tive pressa, saboreei lentamente cada momento, cada sabor degustado pela minha língua, repeti vezes sem conta tudo o que me dava prazer, e o que te dava prazer, uma vez após outra, até dares por terminado aquela exploração.

Saímos do jacuzzi a pingar agua, e algo mais, fomos para a cama, olhamos os dois para o tecto e deixamos a imaginação trabalhar, beijaste-me os lábios, percorreste o meu pescoço, mordiscaste os meus mamilos, continuaste a descer, tudo muito lentamente, eu peguei no telemóvel, e comecei a filmar o momento, como se realizasse um filme adulto, visto pelos espelhos, quando viste o que estava a fazer, foste mais atrevida, engoliste-me todo e sorveste como se de um gelado se tratasse, os movimentos da tua cabeça descendo e subindo o meu sexo, vistos pelo espelho, davam-me um prazer estranho, via-te a saciares as tuas sevícias mais perversas, e dando-me muito prazer, deixaste-me duro, cheio de fome, e tive de te comer, sou o lobo mau e vou-te devorar, és a minha sobremesa sobre a cama, tiraste-me da tua boca e vieste para o meu colo, não olhaste para mim, olhaste para a câmara, sorriste, sentaste em mim, sentiste a minha dureza e deixaste-me deslizar para dentro de ti, sempre com um sorriso perverso para a câmara que gravava tudo.

Deslizaste vezes sem conta, deste muito prazer, as tuas expressões de prazer, o som dos teus gemidos que eram um jogo de sedução nos meus ouvidos, não foste ao clímax, foi um aquecimento lento, provocante, indecente, mas foi bom, pediste então por mais, outra posição, poisei o telemóvel por sabia o que desejavas, pus-te de gatas na cama, meti-me atrás de ti, e vi-me no espelho, e vi-te a ti com o telemóvel na mão, filmando-me, a entrar em ti, quando me enterrei todo dentro de ti, aquele esgar de prazer tremendo, que te fez cair sobre a cama, que pouco durou, pois te segurei os cabelos e os puxei na minha direcção, queria-te, perto de mim, dentro de ti, corpos encostados um no outro, segurei-te nos cabelos, puxei-te sem perdão, acariciei-te com as mãos, introduzi o meu sexo em ti, os meus dedos, dei-te palmadas loucas e marcantes, mordi-te o pescoço vezes sem conta, soltei a minha fera dentro de ti, e tu sempre a gravar todos os momentos, até ao momento em que não mais aguentamos um pelo outro e tais animais saciados tombamos na cama com um violentíssimo orgasmo que nos deixou completamente de rastos.

De rastos ficamos deitados um sobre o outro, o telemóvel na cama, gravava tudo, os sons, os gemidos, os movimentos, a tesão, ficou tudo gravado, até o telemóvel ficar sem bateria, e mesmo sem eles, continuamos a fazer outros filmes, a fome não se cura, nem se mata, apenas se sacia, por uns minutos.

 

NMauFeitio #69Letras

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