O tempo é cruel para os amantes

Perdi-me no tempo no instante que me apaixonei por ti. Até aí era dona e senhora do meu tempo e geria o mesmo como uma mestre. Mas o coração não reconhece razão e vendi-me.
Passei a ser escrava do tempo, desse que rege a minha vida sem controlo.
Ora demasiado, ora pouco.
Longe do mesmo ar que respira o meu amor, torna-se o tempo baço, fútil e até mesmo evasivo. Mas quando o meu coração acelera em sintonia com aquele que me puxa do silêncio da minha alma, aí o tempo ganha asas! Ganha vida e esmaga-me o meu ser tão pequeno e frágil perante tal soberania.
O tempo que estou contigo, meu amor, torna-se pouco para tanta vida que a nossa paixão transporta e incita.

©Miss Steel 69letras 2017 

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