Mais um natal diferente…

| M18 | Maiores 18 |

 

Nada como a noite da consoada, receber prendas aos montes, poder desembrulhar a mãe natal, ela faz questão de todos os anos me dar uma prenda visual diferente, as lingeries têm sempre o ponto comum das cores do natal, mas são sempre diferentes nas formas.

A lingerie do ano passado era um corpete vermelho com tons dourados, as meias de liga combinavam exactamente nos mesmos tons, vermelhas, com os bordados dourados, e uns belos stilletos, ela serviu-me o jantar com uma robe em seda branca, tinha um laçarote vermelho a fechar o mesmo, deixando transparecer poucas coisas, mas o que transparecia, bom, digamos que era de fazer babar e continuar a babar por mais.

O jantar foi deliciado, após o jantar, fui servido de café e um belo Jameson na sala, lá aguardava por mim, a televisão ligada, mas sem som, uma musica suave ambiente, a minha poltrona toda quitada, o cobertor para me sentar quentinho, o cinzeiro limpo, um charuto, o cortador, tudo devidamente arrumado.

Sentei-me confortavelmente na poltrona, tal Rei que toma o lugar principal no castelo, acomodei-me, saboreei o café lentamente, pelo meio acendi o charuto, dei uns valentes bafos, vi-te sentada no sofá, a observar-me com toda a atenção, depois do café e dos primeiros bafos no charuto, comecei a saborear o Jameson, pelo canto do olho, percebi-te a soltar o laçarote, mostrando mais do que esperava, fiz-me desentendido, como se não tivesse visto nada, mas certamente que me denunciei pela excitação de te ver toda artilhada para mim, ainda assim, fingi que nada se passava.

Acabaste por te levantar, e vieste recolher a chávena de café, o que fizeste para recolher a chávena deixou-me de prantos, não é que nunca tivesse visto, mas pronto, um gajo não é de ferro, debruçaste-te de tal maneira para recolher a chávena, que os teus peitos quase me gritavam ao ouvido para te libertar, ainda assim vermelho que nem um tomate continuei a fingir-me desentendido, pegaste na chávena e foste embora, quando regressaste, bom, não deu mais para me fingir de desentendido, o robe tinha desaparecido, toda a artilharia vinha exposta e que artilharia, o meu barco foi ao fundo e nem sequer levei um tiro, choquei de contra a ilha de frente a toda a velocidade.

Sentaste na almofada, estrategicamente colocada ao lado da poltrona, tinha as pernas esticadas em cima de um banco, e com delicadeza me as fizeste deslizar para dar espaço para ti, entre bafos no charuto, e molhando os lábios no whisky, as tuas mãos ágeis deslizaram na minha cintura, abrindo o fecho das calças, desabotoando o botão das mesmas, expondo-me a mim, que já estava sem boxeurs, aguardando pela minha prenda de natal, olhaste para mim, como que a pedir autorização, apesar de não precisares de tal, a minha tensão demonstrava-te perfeitamente que não precisavas de nada, pelo que avançaste lentamente, olhaste de alto abaixo, como se tivesses a escolher porque lado do gelado irias avançar, decidis-te começar por baixo, sempre de olhos postos nos meus, a tua língua deslizou pelo meu sexo rijo acima, até terminar na cabeça explosiva, depois paraste de olhar e deslizaste fundo, enterraste-me todo na tua boca, senti-me qual bomba a explodir, estava por demais cheio de tentação e tensão acumulada, e os teus movimentos suaves pareciam labaredas intensas que me queimavam, acabei por nesse momento enterrar o charuto no cinzeiro desfazendo o mesmo.

Estava ao rubro com as sensações quando te afastei com alguma força, levantei-me, peguei-te com força e fiz-te deslizar para a poltrona, pus-te sentada bem na beira da poltrona e ajoelhei-me, ia rezar em ti, dirigi a minha cabeça ao teu sexo e senti a primeira humidade quente, masturbei-te o clitóris com a ponta da língua, antes de deslizar para entre os teus lábios, e fazer-te ficar como estava segundos atrás, a minha cabeça enterrada entre as tuas coxas, os teus pés apoiados nas minhas costas, as minhas mãos remexendo o corpete ambicionando por soltar os teus mamilos presos dentro do corpete, soltei um pouco o corpete alcançando o meu objectivo, entre as investidas junto do teu clitóris, por varias vezes subi para te beijar os mamilos, antes de voltar ao clitóris.

A brincadeira foi ficando intensa, até que foi a tua vez de me afastares, levantaste da poltrona, lançaste-me para me sentar outra vez, estava bem duro, quando avançaste para mim, e te sentaste no meu colo, sentaste o teu sexo no meu e deslizaste nele, sem o introduzires em ti, aquela humidade e calor deixou-me novamente de explodir, sensações mil, aqueles movimentos de ancas eram pura dinamite, tentei-me controlar, até ao momento que me deixaste deslizar para dentro de ti, nesse momento peguei nas tuas ancas e tentei moldar os teus movimentos lentos, esporádicos em mim, a minha boca deslizava entre um mamilo e outro, beijando, lambendo, desfrutando de todos os momentos, controlei sempre os teus movimentos que queriam sempre aumentar, fazendo-te deslizar mais devagar, até ao momento que tirei as mãos e deixei-te controlar tudo e tu foste aumentando o ritmo, ora abrandando, controlaste tudo, todos os momentos, eu beijava-te os lábios e as línguas pareciam loucas, ora te deslizava a língua no pescoço que nem um louco, e foi assim que acabamos os dois que nem loucos a agitar a poltrona violentamente que acabamos por explodir os dois em uníssono.

Por ali ficamos esgotados, por breves momentos, e no fim do descansado, relembraste-me que ainda nem era meia noite e ainda teria de te desembrulhar novamente.

 

NMauFeitio #69Letras

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