És tudo menos inocente! És um indecente!

Texto Erótico|M18 ?

Sábado, dia de relaxar e convívio entre 69’ers. O condomínio resolveu dar uma festa de recepção ao MauFeitio, o mais recente membro do clã 69Letras, festa essa que conta com todo o ar de insinuação e provocação que bem caracteriza as reuniões de todos os moradores do nº 69 da Rua dos Prazeres. Dress Code, HOT!!!
Simples e Low Profile é o meu estilo, no entanto hoje deu-me para usar aquele fato preto Armani, juntamente com a camisa branca Slim Fit e a gravata preta. Talvez pelo simples facto de ter passado a tarde a ouvir Justin Timberlake ao vivo no Albert Hall, em que a musica Suit and Tie liberta-me nuns passos funk and kinky. Neste momento ainda estou a trautear e cantarolar!

I can’t wait til I get you on the floor, good-looking
Going hot so hot, just like an oven
And oww, burned myself, but just had to touch it
But it’s so fire and it’s all mine
Hey baby

Damn it! Hoje não estou acertar com o nó da gravata, acho que vou pedir ajuda ao Inquilino. Bato à porta, toco à campainha mas nada, não me responde. Passa a Steel e a Lola no corredor e com um tom provocador perguntam-me se este fato é para usar ou para despir. Sorrio e com um tom de olhar maldoso desaboto o botão de cima da camisa deixando a Lola com aquele olhar de ninfa e gulosa. “Anda Lola! – diz Steele – Prometemos à Vizinha que a íamos ajudar com as chamuças!” “Um dia destes Vizinho, um dia destes.” responde Lola com ar provocador.
Faz-se silêncio no corredor e ouvem-se barulhos de palmadas, gemidos pautados e melodiosos de uma mulher. Bem, estou a ver que o homem está ocupado, tão cedo não chega à festa! Subo um andar e bato à porta do 100Modos, e este recebe-me todo marcado de bâton vermelho e cor de rosa, duas cores logo duas bocas. Diverte-te rapaz! Não é todos os dias que tens duas para te entreter.
Desiludido e de gravata na mão fico parado no corredor quando de repente ouço tacões, e num passo lento mas seguro Vicky dirige-se até mim com um ar trocista. Vestido preto José António Tenente, justo que lhe evidencia as curvas perigosas e provocantes, cabelos pretos lisos e soltos, maquilhagem simples mas perfeita, sapato Louboutin e perfume Good Girl da Carolina Herrera. Aprimorou-se mesmo para a festa!

– Que foi? Estás a rir de quê?
– Oh Vizinho, tu sozinho, gravata na mão e desamparado no corredor não é bem uma coisa normal em ti.
– Preciso de fazer o nó da gravata e hoje não estou a conseguir fazer em condições. O Inquilino e o 100Modos estão ocupadíssimos e não me apetece subir mais um andar. Acho que vou mesmo sem gravata.
– Eu teria um uso bem mais prazeroso para essa gravata.
– Vocês hoje estão com o diabo no corpo! Anda tudo assanhado! Os contos do MauFeitio estão a ter o efeito desejado!
– Deixa-te disso Vizinho! Nós não precisamos de ler para ficarmos com os sentidos sexuais em alerta. A mim bastou-em ver-te com a gravata na mão para ficar a morder a lábio.
– Não tens emenda! És uma loba!
– E tu um cachorrinho…
– Sabes bem que viro fera quando me provocam!
– Ficas?
Ficas… Palavra interrogativa proferida com um olhar sedutor e provocador. Conseguirei resistir a esta mulher? Depois de ontem me submeter aos seus desejos e vontades nunca mais a verei da mesma maneira. Senti-me um cachorrinho nas suas mãos, abusado e totalmente dominado!
– Gostas da minha gravata, Vicky?
– Pergunta traiçoeira ou inocente?
– Alguma coisa em mim é inocente?
– És tudo menos inocente! És um indecente!
– Vamos ter que discutir sobre isso aqui no corredor?
– Sugeres algo?
– Um Chardonnay Branco em minha casa?
– Sim, por favor. Estou com a boca seca.

Por gentileza deixo Vicky ir à minha frente. Já estão a imaginar o porquê, não é? Vizinho danado e apreciador de rabos regojiza-se com os movimentos propositados do vestido, assim como com o aroma do perfume. Ela faz isso descaradamente pois sabe bem o seu valor.
Também eu sinto a boca seca, e sinto que não vai ser o vinho que me vai molhar os lábios nem a boca.
Depois da noite de ontem sinto que tenho que vestir a pele de Dominador e fazer de Vicky a cachorrinha…

Vicky senta-se no sofá enquanto me dirijo para o hi-fi onde coloco “who’s loving you” em cover por Louisa Johnson. Ao som dos primeiros acordes de piano Vicky fica a olhar directamente nos meus olhos como que tentando me decifrar.
– Aprecia-me mas não me decifres Vicky.
– Não estou a tentar nada disso. Simplesmente estou a pensar em como adivinhaste que adoro esta música.
– Temos gostos semelhantes. Tu gostas de dominar e eu de ser dominado. Eu gosto de dominar e tu de ser dominada.
– Quem disse que eu gosto de ser dominada?
– Ninguém mas vamos ficar já tirar as dúvidas.
– Vamos?
– Vamos. Percebi isso desde o momento em que ficaste a olhar para a gravata, mordendo o lábio e libertando um pequeno gemido.
– Vizinho perspicaz.
– Demoras em te despir? Podes deixar a roupa aqui na sala que eu chamo por ti quando estiver pronto. Quero-te de salto alto, em cueca e com meias. Ah, e cabelo preso.
– Vizi…
– Sshhh… faz o que te digo.

Vicky fica sem reacção, e eu fico nervoso. Será que ela se vai passar e sair pela porta fora? Ou vai ser um menina bonita e fazer o que lhe mandei? Vou já descobrir.
Dispo-me totalmente, ficando apenas de boxers. Pego na chibata novinha por estrear pois não misturo acessórios, tendo um para cada menina que se submete aos meus desejos. Cordas prontas e gravata em cima da cadeira chamo por ela. Ouço o tacão na madeira em passo lento e algo irregular. Estará nervosa? Espero que sim pois nervosismo e excitação são dois sentimentos que facilmente se misturam.

– Entra!
Deslumbrante! Visão bela e excitante. Vicky entra no quarto e dirige-se até mim.
– Dentro destas paredes diriges-te a mim como “Senhor”.
– Sim Senhor.
– Vira-te!
Hora de usar a gravata. O toque suave percorre o seu pescoço, subindo até aos olhos tapando-os completamente.
– Anda comigo. Eu guio-te. Coloca-te de joelhos, com os braços em cima do colchão. Não te mexas.
De joelhos e de rabo levantado Vicky coloca o corpo por cima dos lençóis de cetim e com as cordas prendo-a à cama ficando assim à minha mercê.
– Foste uma menina muito mal comportada. Aquele vestido não é forma de se apresentar ao seu Amo e Senhor. Entendes que isso é uma afronta?
– Sim Senhor. Não volta acontecer.
– Eu disse para não o voltares a fazer?
– Não Senhor.
– Então ficas a saber que é dessa forma, sensual e provocadora, que deverás te apresentar perante mim. Nem que seja para pretexto de te castigar.
– Sim Senhor..
– Que menina bem mandada. Só por isso vais receber mimos do teu Amo.
Violentamente disparo a chibata no rabo de Vicky marcando a sua pele com o formato da ponta de chibata. Ela geme baixinho, cerrando os punhos. Bons indicadores, é uma cachorrinha obediente. Dou duas, três chibatadas e sua respiração começa a ficar mais intensa e o rubor a se notar no rabo de Vicky.
– Não te vou pôr a contar as chibatadas em francês, não sou cruel.
– Não Senhor. Você é muito gentil comigo.
– Sabes Vicky, acho que essas cuecas estão a mais nesse corpo.
Lentamente desço a cueca de renda preta pelas suas pernas abaixo, sentindo o cheiro de tesão húmido e inflamável de Vicky. Esta mistura deixa-me cheio de tusa e com desejo de a foder neste preciso momento. Mas não. Vicky tem que saber que para além de eu ser um belo cachorrinho também sei ser um belo e impiedoso lobo. Um a um vou usando os meus brinquedos no seu corpo. O flogger e a espátula massacram seu rabo, a cera quente queimam as suas costas, as bolas chinesas excitam a sua cona. Deparo-me com o ar de sofrimento e de prazer na cara de Vicky, quase que pedindo para terminar mas não, não paro por aqui, e libertando a minha tesão descendo os meus boxers coloco-me por detrás de si penetrando-a fortemente e ao ritmo de Feeling Good dos Muse, proporsionando a Vicky um intenso e ruidoso orgasmo.

– Sabes que este teu orgasmo me deixou ainda mais entesoado, não sabes?
Entre respiração ofegante e tremuras responde-me:
– Sim Senhor…
Levanto-me e pego no óleo de Aloé Vera, passo-o na sua pele rosada marcada pelas estocadas de chibata e pelo quente da cera, deixando assim sua pele macia e hidratada. Liberto seus pulsos das cordas, deitando-a de barriga para cima sobre a cama. Pego nas algemas e prendo novamente seus pulsos, desta vez à cabeceira da cama e seus tornozelos a ambos cantos do fundo da cama, ficando assim totalmente aberta para mim. Com a chibata bato suavemente na sua cona, na barriga e nas mamas fazendo-a gemer levemente. Sento-me sobre o seu tórax de forma que não a magoe e obrigo-a a chupar-me o caralho de forma quase que sufocante. Que bela mamada que Vicky me proporciona. Sua boca é maravilhosa, quase que me atrevo a dizer que é do que ela mais gosta de fazer… Chupar e sugar um caralho.
Levanto-me e beijo-lhe os lábios, com vontade de ter mais.. Desço pela cama e ajoelho-me entre as suas pernas. Está na hora do manjar! Que delicia! Que sabor maravilhoso. Sua e minha tesão misturadas são um verdadeiro batido doce, quente e explosivo! Delicio-me, perco-me e acabo por proporcionar novo orgasmo a Vicky.
Liberto-a  desta vez das algemas, e sento-a sobre mim. Meu caralho preenche-a totalmente e a minha tesão atinge o seu máximo esplendor!
– Cavalga sobre mim Vicky.
– Sim Senhor.
– Sabes que és a minha Putinha, não sabes?
– Sei Senhor.
Começando devagar mas aumentando de intensidade consoante minhas ordens Vicky movimenta-se em cima de mim que nem cavaleiro em dia de corrida. Abraçando-me e beijando-me intensamente Vicky porta-se maravilhosamente, levando-me ao êxtase total, enchendo sua cona com todo o meu orgasmo liquido e quente.
– Senhor, portei-me bem?
– Sim, que nem uma cachorrinha…
Descansamos um pouco, e de seguida refescamo-nos com um belo duche a dois, e escusado será dizer que foi bastante demorado.
– Vicky, vamos ter com o nossos 69’ers?
– Sim Senhor.
– Fora destas paredes sou O Vizinho, sim?

Estive à altura, querida Vicky?

O Vizinho #69Letras
#chalengeAcepted

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