Despertar explosivo

| M18 | Maiores 18 |

Nada como acordar bem duro logo de manhã, o facto de poder virar para o lado e roçar-me em ti, e dar-te a sentir a maravilha de um despertar bem duro, pena dormires com roupa, caso contrário, seria mesmo encaixar e enterrar, mas não, tenho de te acordar primeiro, posso por isso, mordiscar a orelha, beijar o pescoço, posso demonstrar-te o meu despertar, preciso de enterrar algo algures.

Beijos, trincas, provocação, tesão, estou duro, só me apetece é enterrar tudo, até ao momento em que despertas e me sentes a teu lado a rebentar, guias a tua mão para a minha cintura e me sentes duro, como que a explodir, sinto-me como um mineiro com uma barra de dinamite na mão prestes a detonar, e quero detonar, quero explodir e partilhar contigo mil explosões, aquele momento em que empurro as calças do pijama para baixo, e fico com o caminho livre, te ponho de lado e me enterro bem fundo dentro de ti, ainda nem acordaste completamente e já me estás a sentir com toda a minha raça, toda a minha potência explosiva logo de manhã, solta-se aquele gemido, por trás de ti me movimento a todo o gás, a fome como que negra, é voraz, o teu calor, falar do teu calor, é como falar de uma caldeira explosiva com a pressão no máximo, a condensação é tal, que penso para mim, que não fui o único a acordar com barras de dinamite nas mãos.

Quero mais, quero tudo, saio de ti com todas as ânsias, viro-te de barriga para baixo, mordisco-te o pescoço um pouco mais, fecho-te as pernas e volto a afundar-me dentro de ti, ponho as mãos nas costas da cama e deslizo profundamente para dentro de ti, a cada carga, tu suspiras de tesão, cada suspiro é a vontade que tenho de ir mais e mais, não paro, danço nas tuas ancas, aumento a rapidez com que entro e saio de ti, uma vez, mais outra vez, sem parar, respirando ofegante, quero tudo, e nada mais, até ao orgasmo e esse por mais que me tente conter, acaba por chegar, gememos de tesão, gememos de gozo, o prazer está aí.

É sábado, hoje não se trabalha, depois de um acordar assim, nada como sair da cama, limpar os corpos das sevícias, nem penso em pequeno almoço, penso que não matei a fome, não serviu nem de aperitivo, quero mais, mas primeiro quero o segundo e o terceiro prazer do dia, antes do quarto prazer, um café curto, um cigarro, depois de saborear os dois voltamos para a cama.

Pequeno almoço tomado, o meu pequeno almoço, regressamos para a cama, envolvemos os lençóis ao corpo, está frio lá fora, mas sei que despertei a fera, e a fera quer mais, debaixo dos edredons as tuas mãos procuram pela minha cintura, as tuas mãos envolvem o meu sexo em repouso, e o mesmo desperta novamente para a vida, e quando começa a despertar, desapareces debaixo do edredon, breves segundos depois tenho um alto na cintura, e sinto os teus lábios, a tua língua em mim, o deslizar na medida que cresço novamente dentro de ti, e continuas, castigando-me pelo acordar, não paras, insistes, violas-me o prazer, até que paras, desvias o edredon, e já sem calças te sentes em mim, me fazes sentir-te toda em mim, dentro de ti, os primeiros movimentos são lentos, parados, meto as mãos nas ancas, seguro-te com firmeza para te controlar os ímpetos, os movimentos aumento num frenesim, e soltam-se novamente uns gemidos de gozo, largo as ancas e atiro-me aos teus peitos, brinco com os mamilos antes de os puxar para entre os meus lábios, e os beijar, e apertar, e deixar-te a ferver, e nesse momento, já me cavalgas como se não existisse amanhã, não me perco no tempo e deixo-te gozar de prazer, o orgasmo que não contenho, parti-lho contigo, certos dias de manhã, sabe tão bem acordar.

Agora sim, preciso de um pequeno almoço.

 

NMauFeitio #69Letras

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