“be or not to be that is the question”

Mora em mim esta fluidez tão natural como o ato de respirar onde ajo na simplicidade em ser quem sou, seja lá o que isso for… Meus atos são assim, têm um sentido não previsto e tal como o rio que não escolhe a direção da corrente também eu não defino a inclinação das minhas vontades.

Pensava que a espontaneidade era uma característica boa daquelas com cheiro a presente, mas talvez não seja um presente agraciado mas sim envenenado. Talvez sermos comedidos seja mais seguro para quem está perto de nós. O não serem apanhados desprevenidos… ou que as ideias e planos lhes sejam adulterados.

Sei lá.

Não sei ser de outro jeito que não o da espontaneidade, numa palavra de apreço ou num sussurro reguila no meio de uma fila. Num beijo a interromper uma frase, numa mão atrevida entre desconhecidos ou num avanço repentino fruto de uma vontade vinda apenas do simples ato de estar na presença de quem amo onde parto para o seu colo com novos planos, onde o ecrã se torna os meus peitos e tudo o resto fica para trás…

Sei la… avanços e recuos… um deixa para lá. Fica para depois. Agora não. Não é o instante ou o momento. Por mim tudo bem, nem todas as ações têm seguimento às vezes a energia fica-se por ali a esvair-se para dentro de um buraco negro qualquer. Tudo bem…

Ou então não, não está tudo bem.

Contenho-me, seguro-me e sento-me no meu canto e começo a ser o que não sou.

Feita de pensamentos, deixo-me de atos, perguntas-me o que foi ao qual te respondo que nada.

É que não é nada mesmo e nem eu sou nada. Ou melhor não sou eu, sou qualquer coisa que não reconheço… talvez apenas para já.

Ser espontâneo talvez até fosse bom se te seguissem na corrente mais vezes… com menos travões e nãos… chega-se a um ponto que nos deixamos ficar pelo “é melhor não”… talvez seja mais uma coisa que eu tenha de aprender… a controlar os meus impulsos, todos eles, mesmo esses mais animais… cada dia que passa sinto-me mais errada, como se fosse uma peça qualquer defeituosa, não um diamante, talvez uma camisa velha sem alguns botões e os que estão… soltos quase a cair…

Sinto-me assim, tal Shakespeare:

“be or not to be that is the question”.

Moderação, contenção, controlo, palavras que são a razão dos meus silêncios.

O sentir-me errada e só me conhecer assim, de impulsos, sem hora e lugar ou avisos.

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Sinto que me estou a perder, talvez me consiga encontrar, um dia destes, num meio-termo qualquer e encontrar paz…

ou então serei este 

8… sempre tive dificuldade em manter-me nivelada em tudo, desajeitada como sou, tombo, rodopio e faço o pino sempre a 80. Estar no 8 é como que dormitar ou petrificar…

 

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© 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016

 


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