“Apetecia-me tanto portar-me mal” (…) “Anda, porta-te mal… estou completamente relaxada”

Texto Erótico|M18

A resposta de Mrs Smith

Depois daquele primeiro beijo maravilhoso outros tantos sucederam-se… por fim ele segurando as minhas duas mãos e sem nunca desviar os seus olhos dos meus encaminha-me para a cama onde nos sentamos. Ajeita uma madeixa de cabelo minha atrás da orelha e, olhando-me bem fundo da pupila, pergunta: “Isto está a ser demasiado rápido?”. Aceno com a cabeça num gesto de aprovação mas apenas para não aparentar desespero, porque na verdade não achava. Sentia que já o conhecia bem pois durante dias tivemos longas e aprofundadas conversas… conta como se tivéssemos vários dates, não?

Ele volta a beijar-me com mais intensidade e aí eu perco o controlo total (se é que alguma vez o tive). Ele inclina-se sobre mim e os nossos corpos deitam-se lentamente naquela cama acolhedora onde permanecemos um bom tempo apenas a beijar e a acariciar. É vibrante a vontade que os nossos corpos têm em se unirem num só!

Eu começo novamente a tremer, um tremer de desejo… ele apercebendo-se disso coloca-se de joelhos na cama à minha frente e, sem tirar os olhos dos meus, começa a desabotoar a camisa com mestria. O meu desejo aumenta à medida que vou observando o seu tronco definido a desnudar-se.  Nesse momento tomo a decisão de me despir também e apresso-me a libertar-me daquele obstáculo desnecessário… queria senti-lo… pele com pele!

Na cama deitados e apenas em roupa interior, os nossos corpos aproximam-se novamente e o calor do corpo dele apazigua e relaxa o meu como se de um banho de emersão com água quente se tratasse. À medida que as suas mãos acariciam o meu corpo o desejo e excitação aumentam. É nesse momento que ele desabotoa o meu soutien, com maior rapidez que eu alguma vez fui capaz, expondo os meus seios, já visivelmente excitados. Com um ar de curiosidade no seu rosto explora e acaricia os meus seios com as mãos, inicialmente com suavidade e depois, olhando-me nos olhos, começa a aumentar a intensidade o que faz soltar o meu primeiro gemido de prazer. Nesse momento ele beija o meu peito sugando o mamilo com vontade. Sinto a minha cueca a ficar completamente encharcada. Enquanto beija o meu peito, uma mão dele desce e entra dentro da minha cueca e com os dedos explora com delicadeza… observo o ar de satisfação no seu sorriso maroto ao avaliar o meu nível de excitação. Despe as minhas cuecas arrancando-as de um só golpe e despe os boxers dele expondo o seu sexo perfeitamente desenhado, ereto e imponente. Por cima de mim com os corpos bem colados e, com muitas caricias e beijos delicados, inicia a penetração muito lentamente… começo a senti-lo a cada centímetro de investida… lento, pelo que o meu corpo inatamente começa a elevar-se, contudo ele não deixa. Com as mãos nos meus quadris controla a velocidade de penetração até que o sinto completamente dentro de mim, profundamente… sinto-me totalmente preenchida. A partir desse momento as investidas tornam-se mais aceleradas alternadas com estocadas profundas. Os beijos aumentam de intensidade e a voz dele comanda o meu desejo… parece que está dentro da minha cabeça… com uma linguagem controlada, mas safada…eu perco a noção total da realidade e a entrega é total.

Fodemos durante horas e em várias posições e, estranhamente, em todas elas eu atingi o orgasmo. Digo estranhamento porque sou principalmente clitoriana e, conhecendo bem o meu corpo, algumas posições à priori não me permitiriam atingir o orgasmo. Com ele tudo era diferente… ele parecia que antecipava cada orgasmo meu… melhor dito, controlava. A sensação mesmo é que ele decidia quando sim e quando não. Mesmo na posição por cima dele, em que aparentemente sou eu que tomo o comando, era ele quem comandava… com ordens… segurando o quadril a regular a velocidade… e com muito reforço positivo… “isso… com calma… agora rápido…com força… boa… bom, muito bom”. Nunca controlei um único orgasmo meu… foi sempre ele. E em certa parte isso assustou-me.

Perdi a conta à quantidade de vezes que me vim até à exaustão.

Deitada na cama de barriga para baixo e com ele por cima de mim, os seus lábios roçando a minha orelha sussurram: “apetecia-me tanto portar-me mal”. Sinto o seu sexo ereto contra o fundo das minhas costas, lubrificado com tanto de mim, pelo que respondo com um jeito provocante “anda porta-te mal… estou completamente relaxada”. Ele avança com muito cuidado e paciência, aguardando pela resposta do meu corpo. Tiro gozo da penetração anal… até que sincronizamos um excelente orgasmo… um orgasmo anal. Nunca acreditei que existisse! O que mais me excitou foi o controlo que ele exercia sobre a minha mente, sem nunca descorar da estimulação do meu corpo, e a sua excitação plena com a chegada ao clímax onde finalmente perde o controlo. Ele beija-me as costas e deita-se ao meu lado. Parece que entrou noutra dimensão e o seu corpo inicia espasmos curtos e arrítmicos que o fazem soltar risos de prazer. É maravilhoso observa-lo!

Proponho um banho. Trouxe sais de banho e velas para criar um momento relaxante e acolhedor. Naquela água quente e perfumada mergulhamos os corpos e relaxamos por momentos com o meu corpo sobre o dele. Após algum tempo de descanso sinto o sexo dele novamente a ficar ereto o que desperta o meu desejo, instantaneamente. Em pé, frente a frente, sinto-o a entrar em mim com firmeza, com estocadas ritmadas, vigorosas e rapidamente expludo de prazer mais uma vez, sentindo-me a desfazer em torno do membro dele. Ainda extasiada com o meu orgasmo, ele com um jeito delicado segurando o meu ombro bem junto ao pescoço indica-me para que me ajoelhe. Fico parcialmente mergulhada na água e contemplo uma imagem perfeita: o seu membro ereto, o abdómen muito bem definido e o rosto sedutor de olhar e sorriso atrevido. Aproveito e lambuzo-me naquele membro hirto, chupando-o com muita vontade, saboreando uma gotinha doce dele misturada com o meu sabor salgado. Invisto profundamente até à glote com movimento ritmados e firmes e sinto-o novamente a perder o controlo quando finalmente o seu sabor explode na minha boca. Propositadamente e de forma atrevida faço escorrer um pouco do seu néctar pelo meu lábio,que ele de imediato ajuda a limpar encaminhando o seu líquido de volta à minha boca com o dedo polegar, que faço questão de chupar. Contemplo-o mais uma vez a ter espasmos de prazer.

Finalmente saímos do banho e encaminhamo-nos para a cama onde os nossos corpos caem exaustos e adormecem abraçados.

Ouço o despertador dele bem cedo. Foda-se, já!… pensei. Com cautela levanta-se, veste-se sem fazer ruído algum e dirige-se a mim… acariciando o meu rosto deposita em mim um beijo delicado. Despede-se com poucas mas acertadas palavras e sai pela porta fora.

Levanto-me e começo a contemplar todo aquele quarto, aquele ninho de amor, a reviver cada momento novamente. Preparo-me com calma e vou tomar o pequeno-almoço para repor energias.

Enquanto tomo o pequeno-almoço sozinha sou assaltada por uma sensação estranha de insegurança e nesse momento recebo uma mensagem sua a dizer que chegou bem e quererá mais, muito mais. Respondo imediatamente afirmando que a vontade é absolutamente reciproca, querendo mais, muito mais que ele.

Sorrio e termino a minha refeição com calma…afinal aquela noite não foi um sonho e algo em mim sentia que não seria a única.

Mrs Smith

Continua...

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