A Vizinha da frente 2

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Hoje não trabalhava, deixei-me ficar até um pouco mais tarde na cama. Sentia-me nostálgico, algumas recordações passadas tinham surgido nesta cabeça ainda meio ensonada. Tentava de certa forma adormecer com elas na tentativa de sonhar com alguns momentos. Foi então que ouvi um som. Um som estranho. Estranhamente reconhecível. Não vinha da minha casa, isso era impossível.

Vivia sozinho e passei a noite sozinho.

De seguida senti um cheiro, igualmente familiar. Foi então que todas as memórias súbitas se sumiram. Senti um arrepio. Fiquei parado, tentando acalmar-me para confirmar a minha suspeita. Outro gemido. Sentei-me na cama. Fiquei imediatamente cheio de calor e irrequieto. O som vinha do exterior. “A vizinha!” Pensei. Levantei-me meio enrolado no lençol que quase me fez cair. Fui em direcção à janela e ainda por detrás dos meus quase transparente cortinados tentei observar a janela dela. Sim era ela. Mas não conseguia ver nitidamente. Estava muito sol o que me impossibilitava ver claramente através dos cortinados. Afastei os cortinados, e tentei matar a curiosidade.

Não estava sozinha.

O que de certa forma me deixou um pouco ciumento mas estranhamente excitado. Não achei piada o facto de estar ali outra pessoa que não eu, o episódio passado ter-me-ia despertado curiosidades loucas e sexuais sobre ela. Por outro lado, queria vê-la em acção. Se só à vista parecia um diabo em ponto pequeno… Imaginaria numa cama. Sentia-me abusado ao pensar de tal forma. Não quis saber. E lá estava ela. Deitada, novamente. Desta vez a meio da cama. Via tocar-se no peito, simultaneamente a outra mão estava no meio das suas pernas. Jurava ter visto mais alguém momentos antes. Subitamente senti um outro odor para além do frutado que emanava da sua casa. Café. Oh sim. Café.

Pouco depois já estupidamente excitado percebi que ela não se tocava no meio das pernas. Não. Não era ela. Estava ali uma cabeça, mais alguém. Alguém que estava a deliciar-se no meio das suas sensuais pernas.

Alguém que a provava de forma gulosa, faminta. Calmamente enquanto a observava ouvi mais gemidos… Ela estava claramente a gostar. Aqueles gemidos estavam a fazer-me sofrer. Ver e não poder tocar… Não estar no lugar daquela outra pessoa. Que sortudo pensei.

Àquela distância conseguia ver quão excitada estava, não só pelos seus seios, mas pela forma como ela agarrava os cabelos do rapaz. Como se contorcia, como respirava. E novamente… Olha olhou para mim. Sorriu. Ela sabe que a observo! Raios vizinha! Desta vez não controlei a vergonha. Fechei os cortinados e fui para o banho. Raios. Isto tem que acabar.

© 100 Modos #69Letras 2016

A Vizinha da frente 1:

A Vizinha da frente

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