69 Minutos no Elevador (Parte 6 – Última)

| M18 | Maiores 18 |

100 Modos

Entre movimentos repetidos e gemidos descontrolados ia cravando os meus dedos nas suas ancas. A vontade consumia-me loucamente que não calculava a força. Ela era viciante. Para ampliar esta loucura ela apertava-me no seu interior pelo que não foi preciso muito para que ambos rebentássemos de prazer. Perdemos a noção do tempo assim como das nossas almas que ainda pairavam algures bem fora do elevador, vibrantes, saciadas.

Abracei-a. Eu tremia bastante, coisa normal em mim em situações de adrenalina. E ela como resposta acariciou-me a cara. De seguida e para meu espanto, ajoelhou-se à minha frente e provou-me os restos desta nossa dança.

Aquela boca realmente… Levantou-se e beijou-me para que nos provássemos. Realmente ela não precisava de muito para me incendiar… A tesão estava a regressar… Quando…O elevador descai fazendo com nos faltasse o equilíbrio…

Ela soltou um grito tão alto quem ecoou pelo prédio. Quase instantaneamente uma voz do outro lado diz:

– Tenham calma que já os vamos tirar daí!!!

Abraçou-me de imediato tendo segundos depois largado. Seguiram-se momentos constrangedores. Caiu a ficha a ambos de tudo o que acontecera naquela estrutura estancada a uns valentes metros do chão e para ajudar estávamos completamente nus. Vestimo-nos com aparato sem proferir uma única palavra. Cada um foi para o seu canto do elevador e por momentos senti uma espécie de embaraço a invadir o meu corpo. O calor que estava ali, o tempo que já estávamos fechados (já passava de uma hora), a nossa envolvência… A minha reunião!!! Tudo estava a mexer connosco.

Finalmente ouviu-se uma chave a tentar abrir o elevador do lado de fora, eram os bombeiros com alguma preocupação. Assim que abriram a estrutura fomos ofuscados pelas suas lanternas. Deixei que ela saísse primeiro devido à sua claustrofobia seguindo-a posteriormente. Agradecemos aos bombeiros e após validarem que estava tudo bem selaram o elevador com um aviso de avaria.

Assim que todo aquele aparato assentou e os bombeiros foram embora ficamos os dois na entrada do prédio a olhar um para o outro. Inseguros sobre o próximo passo, agitados pela aventura, atordoados pelo frenesim e eu com o raio do PC na mão já sem reunião para ir. Reparámos que a chuva já tinha parado e o céu parecia menos nublado. Fiz questão de lhe contar que já não ia a lado nenhum o que lhe arrancou um sorriso embora se notasse culpa nisso. Acompanhei-a ao carro para pegar o seu telemóvel e voltamos ao prédio. Chamamos o segundo elevador e enquanto o esperávamos ambos lançámos um olhar de lado um para o outro.

(…)

O que era aquela sensação que me entesou  de imediato? Ela notou a minha excitação e fez um sorriso matreiro. Entrámos no elevador e assim que começou a subir ela desceu… Puxou-me as calças para baixo e meu deus… Aquela  boca realmente…

Não tive outra reacção senão com a mão que tinha mais próxima da porta fazer força e abrir a porta interior do elevador fazendo assim com que o mesmo parasse… Oh lá vamos nós para mais uns 69 minutos no elevador…

Miss Kitty

Quando ouvi aquilo abracei-me a ele num misto de alivio e de constrangimento por tudo o que tínhamos passado juntos naquela hora, mas com a tristeza evidente de termos que nos separar, de repente lembro me que estamos nus, largo-o e começamos a vestir-nos em silêncio, tinham sido 69 minutos que mudaram as nossas vidas.

Finalmente os bombeiros salvam-nos e ficamos frente a frente sem saber muito bem o que fazer, de repente lembro-me que tinha mesmo ido buscar o telemóvel, pelo que ele me acompanha ao carro, uma vez que me disse que já não tinha motivo para sair.

Já não chovia, não conseguíamos evitar o sorriso rasgado e a cara de cumplicidade quando voltamos à entrada do prédio chamando o segundo elevador uma vez que o nosso já estava selado. Enquanto esperávamos olhámos um para o outro de uma forma que só nós entendemos, e a excitação dele tornou-se evidente, entrámos no elevador e voltei a perder a razão, enquanto o elevador começou a subir eu desci baixando-lhe as calças e reclamando como minha toda aquela excitação.

Ele só teve tempo de jogar a mão à porta interior do elevador fazendo-o parar, agora sem o receio nem o stress de estar fechada, os próximos 69 minutos de elevador seriam nossos.

FIM

© 100 Modos #69Letras 2016
© Miss Kitty #69Letras 2016

69 Minutos no Elevador (Parte 1)

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