69 Minutos no Elevador (Parte 5)

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100 Modos

Nem sei descrever a velocidade com que me tirou as calças e os boxers. Estávamos ali fechados à sensivelmente uma meia hora e a calor era notório. Já se notava o suor dos nossos corpos, fervidos, excitados e frenéticos. O corpo dela, aquele pequeno corpo que muitas vezes me passou despercebido hipnotizava-me de tal forma que dava-me ganas de morder. Voltei a encosta-la na parede, foquei-me no pescoço com beijos e lambidelas, ao mesmo tempo ia apertando o seu peito angelical que a deixava cada vez mais doida.

Desci, passando a língua no seu corpo e ajoelhei-me como se fosse um escravo rendido à sua beleza.

Como estávamos num canto do elevador, fiz com que se apoiasse nas laterais e sentei-a nos meus ombros ficando assim a saborea-la ao pormenor. A sua excitação era tamanha que sentia-a escorrer, gota a gota. Mas a gulosice cegava-me. Os gemidos dela faziam-se ouvir, provavelmente todo o prédio saberia o que se estava a passar. Bem, não totalmente.

A certa altura ela agarrou-me a cabeça com tanta convicção e puxou-me com tanta força como que se quisesse que entrasse nela. Tinha acabado de ter um orgasmo, tão intenso que voltou a magoar-me. Os espasmos dela não me deixaram alternativa. Eu precisava dela, tinha que sentir, já não aguentava mais, a tesão era tanta que sentia o pulsar da circulação. Voltei a colocar as pernas dela no chão, ainda desequilibrada do orgasmo e meio atarantada peguei na sua cintura, virei-a de costas para mim, abri-lhe ligeiramente as pernas e penetrei-a…

Estava tão quente que quase queimava. Agora já não era eu e sim o demónio sedento que acordou… Pronto a devorar a tua carne…

Miss Kitty

Encostada á parede e á mercê dele posiciona-me no canto do elevador para que me apoie e ajoelha-se para provar toda a humidade que liberto, fruto de toda esta excitação. Não sustenho os gemidos sem me preocupar sequer que alguém oiça enquanto ele me degusta, lentamente, em tom de provocação até não aguentar mais e ter um orgasmo intenso que me deixa quase sem sentidos de tão tremula que fico.

Tinha que o ter dentro de mim, como se a minha vida dependesse disso, e ele parece que me lia o pensamento, põe-me no chão, vira-me de costa e abre-me as pernas ligeiramente, penetrando-me de uma só vez, e arrancando-me um gemido de prazer e dor por me ter tocado tão fundo, preenchendo-me e saciando essa vontade de o sentir em mim, comigo.

Iniciamos uma dança de movimentos possessivos, urgentes, pautada por uma sinfonia de gritos e gemidos descompassados onde não é preciso muito para atingirmos aquele ponto em que damos tudo de nós, somos um, e temos um orgasmo fenomenal juntos.

Ficamos exaustos, a tremer de satisfação, viro-me para ele, ajoelho-me e com a boca limpo os restos de nós que ainda lhe escorrem, e as ultimas gotas. Levanto-me e beijo-o, com o nosso gosto em mim para nos saboreares.

De repente mais um solavanco no elevador e um grito:

– Tenham calma que já os vamos tirar daí!!!

(Continua…)

© 100 Modos #69Letras 2016
© Miss Kitty #69Letras 2016

69 Minutos no Elevador (Parte 6 – Última)

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