Uma Noite de Chuva

Texto Erótico|M18

Neste momento cai aquela cacimba boa, apetece sair até lá fora, descer e deslizar praia fora a sentir as gotas de água que caem do céu na cara. Essa sensação provoca mais sensações, como se de uma bola de neve a deslizar uma encosta se tratasse, aumenta de tamanho a cada momento, e a chuva atiça emoções, quando estou a ferver, chuva fria é o melhor remédio.

Hoje pela noite, seria bom estar perto de ti, ouvir a chuva cair lá fora, o poder estar amarrado a ti, o poder ver um filme depois do jantar, estar enrolado na manta abraçado ao teu corpo, certamente que o filme seria um bom filme, bastava para tal ter a tua companhia.

Depois é hora de dormir, ou melhor, é hora de deitar, para descansar o corpo, dormir talvez seja forte, talvez não me apeteça dormir e não me apeteça deixar-te dormir, podemos deitar na conchinha perfeita, e depois deixar o entusiasmo falar mais alto com uns pequenos beijos.

São meros e simples beijos que sei que te arrepiam mas que te despertam, cada vez que os meus lábios tocam na parte de trás do teu pescoço, podemos estar ali no escuro, aos apalpões, bem juntos e acalorados, que o fogo arde, e queima se mexido lentamente, mudam-se os corpos, levantam-se as vontades, as carícias dos lábios na tua pele sedosa, as brincadeiras atrevidas de uma língua que deseja trabalhar, as mãos, essas ordinárias, que se metem em trabalhos, por mais que não desejemos, que afagam o peito de uma forma conhecedora.

Sei que não vais resistir a tanta investida, e por fim viras na minha direcção, tocas nos meus lábios com os teus, o primeiro beijo suave, intenso, poderoso, segue-se o segundo, mais tenso, mais violento, aquele trincar no meu lábio, faz-me despertar ainda mais, por fim o sentir a tua pele contra a minha, o desejo que sobe ao profundo calor, forço-te a deitar de face para cima, beijo-te lentamente, brinco com a tua língua encostando a minha, os meus beijos tensos e esfomeados de ti, os teus lábios, o pescoço, a trinca suave na orelha que te faz soltar aquele som adorável de vontade, que melhora quando deslizo em cima do teu corpo para baixo dos lençóis, quando me apego aos teus peitos e os massajo, primeiro com os dedos, depois quando a ponta da língua toca nos teus mamilos a pulsar.

Demoro o meu tempo, e a minha fome que aumenta, mas continuo, largando os teus mamilos duros e deslizo a língua mais abaixo, ao teu ventre, por fim atinjo o que desejo, beijo suavemente, roço a minha barba no teu sexo depilado, sentes o picar e certamente que sabes bem o que vai a seguir, quando a língua desliza entre os teus lábios húmidos, tudo muito lentamente, apenas oiço debaixo dos cobertores ligeiros gemidos, e quando invisto de uma forma mais intensa enterrando a minha língua em ti sinto o calor infernal que coabita dentro de ti, perco-me por fim, dedicando a saborear o teu sabor, enquanto massajo o teu clitóris bem lentamente, chupo devagar, sorvo ele como se de um gelado se tratasse, sinto por fim as tuas mãos na minha cabeça, como que me empurrando contra o teu sexo, forço o toque, os poucos gemidos que ouvia, já não são mais gemidos, são mesmo pequenos gritos de gozo, e eu adoro quando tens prazer desta maneira.

Terminas o momento quando me puxas para ti, me empurras de ti e vens para cima de mim, sentas e sentes a firmeza do meu sexo, da minha vontade de ti, ainda me seguras o sexo com a mão e deslizas a mesma, como se quisesses deixar-me mais louco do que já estou, por fim, largas-me e encostas o teu sexo quente e húmido e deslizas em cima de mim, sem me deixar deslizar dentro de ti.
Seguras os meus pulsos, como me impedindo de tentar possuir-te, danças com aqueles movimentos de ventre que me deixam louco, mas sem me deixar ir mais longe, sinto apenas a tua humidade e o teu calor, e isto deixa-me com vontades de explodir, mas aguento, e tento aguentar, por fim, deixas-me encaixar em ti, lentamente levas-me ao fundo do teu sexo, voltam aqueles suspiros mais profundos, ficas parada a acolher-me dentro de ti, a tua temperatura está simplesmente infernal, mas sabe bem apenas entrar dentro de ti.

Soltas os meus pulsos, e ficas sentada a olhar para mim no meio do escuro, seguro os teus peitos procurando beijar os teus mamilos, procurando sentir os teus lábios contra os meus, e tu começas a mexer-te lentamente em cima de mim, fazendo o meu sexo deslizar suavemente dentro de ti, aqueles movimentos como se de uma dança erótica se tratasse, com muito prazer e muito desejo, os beijos que se espalham lentos, rápidos, são constantes com os teus movimentos, ora lentos e profundos, ora rápidos e nefastos de prazer.

Por fim, e tudo tem de ter um fim, a fome que se tentava controlar, descontrola-se a dança deixa de ser uma dança, passa a ser um controlo para fazer alguém explodir, pelo meio uma palmada na nádega, uma pega nas ancas para tentar impedir aqueles movimentos mais vigorosos, mais intensos, todos em vão, sabes ao que vais e como vais, mas sobretudo como queres e não abrandas em momento algum, o fim, esse está próximo, não se aguenta muito mais, os gemidos de alto som, o prazer que começa a invadir os corpos e a explosão de não aguentar mais, o orgasmo apresenta-se, e revela todo o seu esplendor.

Tombas e ficas abraçada a mim, durante momentos apreciando toda aquela sensação que percorre o corpo de alto a baixo, mimamos um ao outro com beijos doces, suaves, meigos, haverá vontade de mais? Segue-se um banho a dois, e certamente que haverá um segundo round, afinal ainda chove lá fora e a noite é agora uma criança.

Nuno MauFeito

Deixar uma resposta