Servi-me bem, com direito a tudo

Levantei-me. Passava pouco das 07h. A cama estava vazia e ainda morna. Ela não teria saído à muito. Abri as janelas para arejar o quarto, estava calor e um dia espectacular. Ao sair do quarto senti um cheiro agradável. Cheirava a bolo e café. Abriu-me o apetite. Sorri. Sabe sempre bem acordar a um domingo com o cheiro de um bom pequeno almoço. Desci as escadas.

Ao chegar à cozinha esqueci completamente a fome. Pelo menos esta. Outro apetite surgiu. Foi uma questão de segundo até começar a salivar de desejo. Ela estava de costas para mim a preparar qualquer coisa na bancada e a cantarolar baixinho.

O problema não era esse, não.

Ela estava com um top curto que lhe ficava um pouco acima da cintura. Apenas. De resto estava nua. Completamente nua. Fui interrompido por ela enquanto fazia uma lista mental das coisas que lhe poderia fazer naquele momento.

És servido amor? Perguntou ela num tom sensual.

Sou… Disse por reflexo e sem pensar muito.

Tal não é o mesmo espanto com a vejo debruçar-se sobre a bancada ficando totalmente disponível para mim. “Meu Deus…” pensei. Isto é melhor que qualquer café, que qualquer pequeno almoço possível. Deixei-me de modos e ataquei. Aproximei-me dela e servi-me com calma. Servi-me bem, com direito a tudo. Foi uma bela de uma refeição, sem muitas palavras. Dizem que o pequeno almoço é a refeição mais importante do dia. Oh se é. Não concordam?

© 100 Modos #69Letras 2016

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