Queria servir-me dela, prová-la!

M18 | Maiores de 18 |

Cheguei a casa. Era de noite, e não senti o cheiro do jantar. Fiquei passado. Quis confrontá-la mas ao dirigir-me à cozinha deparei-me com ela com um olhar diferente do habitual. Estava meio selvagem, carente. É verdade que tinha saído cedo e só voltara mais de meio dia depois. Quem teria razões para estar chateado era ela.

Depois de realizar esta matemática mental quis de facto compensá-la. Retribuir-lhe pelo tempo que a fiz esperar. Senti-a inquieta. Ela queria claramente beijar-me, saltar-me para cima. Mas tinha receio pelo que percebi, ela ainda não teria concluído se eu estaria aborrecido pelo jantar ou se estaria irritado. Acabei com essa dúvida quando a ordenei que fosse para o sofá. Notei que mordeu o lábio.

(Oh… Aquele gesto…)

Fiquei preocupado se teria ordenado de forma bruta mas percebi que ela gostou do tom ao reparar que apertou as pernas segundos a seguir e quando ia olhando repetidamente para trás enquanto saía da cozinha. Perdi-a de vista. Despi o casaco. Só de ter notado o morder do lábio já me sentia com sede.

Fui ao frigorífico agarrei num Rosé que tinha para lá e mandei abaixo uns quantos golos. Voltei a arrumar o vinho e fui até à sala. Ela estava a olhar para mim com aquele olhar de culpa mas o mesmo tempo tão sexy, tão excitante. Senti-me com vontade de a devorar naquele instante, mas não foi preciso pensar muito. Segundos a seguir e após ela ter notado que eu estava excitado, acariciou-me, mesmo por cima das calças. Manteve sempre o olhar, pedia castigo. Mas não.

Hoje não iria castiga-la, poderia até, mas não.

Tirei a mão dela de mim, ajoelhei-me no meio das pernas dela e fixei o olhar no dela. A sua respiração ficou descontrolada, e voltou a morder o lábio. Se já estava excitado então agora estava cego e avancei. Puxei a cintura dela para a beira do sofá, desapertei-lhe as calças, abri o botão e preparei para a despir. Queria servir-me dela. Prová-la.

Senti-lhe a agarrar-se ao sofá quase cravando as unhas nele. Despia. Tirei-lhe as calças e cuecas ao mesmo tempo… E ali estava ela prontinha, húmida, latejante… E eu deliciado, a salivar. Não perdi muito mais tempo até a saborear. Assim que sentiu a minha língua nela gemeu. Contraiu-se. Agarrou os meus cabelos. Comecei por lamber ao de leve com movimentos suaves. Notei que ela começava a ficar inquieta, tornava-se difícil mantê-la parada no sofá. Voltei a puxar-lhe para mim, e coloquei os dedos nela. Vibrou, gemeu, cravou as unhas no sofá. Iniciei os movimentos repetidos enquanto a observava. Voltei a aproximar-me dela e sentir do seu sabor.

Tinha despertado a fera.

Agarrou novamente nos meus cabelos e puxou-me para ela como se me estivesse a foder a cara. Apesar da brutidão, fiquei doido, não parei, jamais. E assim continuou, fazendo com que cada gota dela fosse minha, toda entregue a mim. Entreguei-me ao momento e agarrei as suas coxas, puxei também contra mim, sentia o pulsar dos seus lábios… Até que a senti explodir. Ficou tensa, paralisada numa luta para se mexer e libertar a tensão contida e de seguida gemeu, gemeu bem alto e começou com espasmos.

Eu estava maravilhado só de observar.

Ainda demorou até a alma dela se reencontrar com o corpo. Que recompensa que lhe dei e que me deu. Isto sim, foi a bela de uma deliciosa refeição.

© 100 Modos #69Letras 2016

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