Posso dizer que contigo sinto-me viva, se isto não for paixão, o que é? Imaginação?

A chuva cai lá fora, consigo ouvi-la, posso vê-la através da janela, bate levemente no chão e eu, no conforto do meu sofá, entre mil e um pensamentos vem o teu nome, a tua imagem não me sai da cabeça, o sabor e o calor do teu beijo e não consigo parar de desejar muitos outros, aqueles que ainda não te dei, aqueles que sei porque sinto isso em ti, que me queres dar.

Tu não escondes isso e entre as nossas trocas de olhares também eu não consigo esconder, e é mesmo ai, entre a distância dos meus olhos com os teus que as nossas bocas pedem para se tocar.

Sei que tu sabes que quando me abraças e me aninho no teu peito, é entre o calor dos teus braços que quero ficar, digo e repito que isto é errado, não sei se para me convencer e parar mas, não consigo porque é precisamente esse errado que faz com que sinta que isto é viver.

Posso dizer que contigo sinto-me viva, se isto não for paixão, o que é? Imaginação? Diz-me tu. Mas fá-lo no meu ouvido, bem baixinho e com a respiração ofegante de prazer, como costumas fazer quando te apoderas do meu corpo e em segredo me beijas o pescoço, tantos são os sentidos que despertas, calafrios que me sobem pela espinha, o arrepiar atrás da orelha, o coração acelera e as minhas mãos transpiram, por breves instantes fazes com que me perca em ti, em mim, em nós.

Taty

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