Poeira…

Poeira

Pedras de ódio saem pelos meus olhos

Deu-me o destino saliva em que me cuspo pelo desprezo que me tenho

A raiva humana envenena-me e sufoca-me

Como um estrangulador que se chama pecado

Meu coração apodrece como dias que jorram as fontes

Tenho pesadelos com as divisões da casa velha onde me confundo nas paredes

As espadas cravadas nas minhas costas são a pátria onde não vale a pena obedecer

Inabalável é o meu abismo de janelas entreabertas

A solidão confunde a minha existência de quem obrigou a viver

Sinto pois sinto sinto pena de vos onde bebeis a poeira que vos atravanca a voz

As sombras feitas por vos

 

Nosso leitor e seguidor: Yuch #69Letras

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