Guerra, sexo e sorrisos

Texto Erótico|M18

Hoje é sexta feira, a noite começa agora, sendo mauzinho, o Benfica ganhou e muitas mulheres terão orgasmos esta noite, se serão penaltis ou livres indirectos, não faço ideia, mas homens eufóricos e mulheres esfomeadas, serão uma mistura explosiva.

É noite, sei o que me apetece, sei da vontade que me corre corpo acima e corpo abaixo, sei o que estou a pensar, por vezes até penso se será crime dizer que penso em “SEXO”, apetece-me ir ali fora e gritar ao mundo que me apetece, e sendo politicamente incorrecto, apetece-me foder, foder que nem um animal esfomeado, foder até não poder mais, foder até me faltarem as forças.

Voltando ao politicamente correcto, apetece-me algo, bom, como diria o anuncio do chocolate, algo quente, húmido, algo que me fizesse descarrilar de todo o conceito que vivo diariamente, prazer, tesão, orgasmos, provocar, entusiasmar, voar, ultima paragem, o paraíso, se é que o mesmo existe.

Sei que estás a ler-me e a tentar perceber para onde vão as palavras seguintes, isto tá um pouco estranho, eu sei disso, o que se segue, bom, não sei, queres escolher um caminho simples ou complicado?

O caminho simples é isso mesmo, é um caminho simples, é aquele caminho que começa com beijos, com provocações, mas que rapidamente as roupas voam e ficam espalhadas pela casa, onde na primeira oportunidade terei o prazer de me encaixar em ti, onde te consumirei lentamente, contra uma parede ou uma porta, onde te irei penetrar profundamente tal animal esfomeado de sexo, prazer e tesão, te farei gritar alucinadamente enquanto tentas percebes que selvagem está dentro do meu corpo a tentar rebentar contigo com sexo tão violento, as penetrações rápidas, fulgurantes, mal te dão tempo para respirar, pior, os sucos escorrem pelas tuas pernas abaixo, pior ainda, nem me consegues impedir de abrandar, e quando menos esperas já te estas a vir no meio de uma tesão de brandar aos céus, qual tornado, qual tremor de terra, foste invadida por uma avalanche com o meu nome…

O caminho complicado é um caminho de batalha, e a guerra faz-se de muitas batalhas, umas ganham-se, outras perdem-se, mas o que interessa mesmo é o curso da batalha, qual carga de infantaria, os que vão para o terreno, que ganham tudo passo a passo, e é assim mesmo, o chegar a casa, os beijos suaves, cheios de mimos e carregados de segundas intenções, tensões essas que surgem quando nos beijos as línguas se cruzam, dando inicio a um ritual, a procura das zonas de combate, o beijo com trinca no lábio, o apalpão mais indiscreto, e logo surge a contra-ofensiva, com aquele sussurro no ouvido do se pudesse fazia, e aquela mão atrevida entre as pernas como que querendo puxar da espada, e a ofensiva continua, ali mesmo, junto da porta que cruzaste, a invasão começa lentamente, roupas leves que tombam aos pés, floreados de beijos corriqueiros e intensos, movidos a incêndio lento mas brutal duas forças que teimam em lançar gasolina para a fogueira, mesmo quando recorrem as truques mais banais, o ajoelhar na cintura e trincar o sexo por cima da cueca, o simples desviar para o lado e sorver o sexo que se sabe quente de uma forma intensa, saborear o sabor e soltar aquele gemido que sabemos bom, de gozo de prazer, enquanto a língua entra no combate com o delicioso clitóris que regateia ser melhor tratado, qual guerra se desembrenham as espadas, onde as cacetadas intrínsecas dão origem as gemidos, gozos perdidos, por fim, agarras no meu corpo ajoelhado e puxas-me para ti, fazes-me sentir os teus lábios nos meus e desces, acaricias a minha espada em riste, sentes o seu vigor entre os lábios, e sacodes-me com tesão, cada vez que deslizas, firme e hirto com vigor fica, e as roupas tombadas aos pés, arrastam-nos para trás das linhas inimigas, chegados ao quarto é dado o toque de ataque e investimos com todas as nossas forças naquele sexo húmido, quente, eloquente, as metralhas disparam longos e profundos gemidos, a batalha atroz lava o carimbo da guerra, a batalha esta perdida, ela ganhou a batalha, eles explodiram os dois, numa apoteose de fogo de artificio, mas ela quer mais, ele precisa de uns minutos para recarregar as munições…

 

Nuno MauFeitio

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