Foram os botões de punho

Texto Erótico|M18

Quando te vi a primeira vez, a tua postura autoconfiante atraiu-me. Nas horas seguintes detive-me em cada detalhe teu. Cuidado ao pormenor. Perfeito. A tua voz doce. O teu cheiro inebriante. Os teus botões de punho. Coelhinhas playboy… uma mulher sabe que quando um homem se apresenta assim é porque gosta de dar prazer às mulheres. Isto sente-se. Talvez seja de mim. Talvez tenha um radar apurado pela experiência. A verdade é que cada vez que me deliciava olhando para ti, os mamilos acusavam mais do que o cérebro podia alcançar.
Trocamos número de telefone. Impulsiva como sou liguei-te nessa tarde. Como não? Não consigo deixar passar uma oportunidade. O prazer é uma coisa cara… no sentido de querida… no sentido de que é um vício muito doce… demasiado doce ..
Combinamos um encontro para me dares um papel. Sei lá agora que papel foi o pretexto… sei que quando chegaste no teu carro eu saí do meu e entrei no teu. Olhei-te nos olhos. Nesses teus olhos onde me afundo cada vez que me olhas… senti o corpo tremer.
“Tomamos café?” Perguntaste, sabendo bem que não era nada disso mas tateando a minha vontade.
“Café? Não. Quero-te a ti” …. saiu-me da boca para fora porque há sempre aquela hora que perco controlo de mim…
Um beijo longo. As nossas bocas tão certas como se se conhecessem há anos… o teu sabor… és feito de não sei quê que me transtorna completamente…. foi tudo rápido… tornou-se urgente… pegaste no carro em busca de um canto escondido… terra batida, cheiro a eucaliptos . Tarde quente ….
Retomaste-me inteira num outro beijo. Mãos de cruzado em busca dos mares que tinha para te dar… e tinha… e os teus dedos doces nesta minha carne acesa … perdi-me ali…
Deitaste o meu banco, no teu carro amplo. Olhando para mim abriste-me as pernas, como quem pede licença… e depois, sem mais avisos, a tua boca… meu deus a tua boca… senti-te fazendo amor com a minha cona, sentiste-a entregue às delícias que me fizeste… eu levitei, embebedada com a arte que tens em ti…. e eu pedi… “fode-me” “anda, fode-me toda” “quero o teu caralho duro nesta cona” … saí do carro, pernas fora, puxei a saia para cima, baixei as cuecas, vieste por trás. Agarraste a carne branca do meu rabo, com força, numa  estocada certeira senti-me atravessada de um orgasmo. O meu. O primeiro. O primeiro desse primeiro dia.
Não aguentaste a invasão escaldante dos meus fluidos rebeldes, inesperados e inesperadamente sinto-te explodir dentro de mim. O teu calor.
Como se o tremendo prazer não fosse suficiente para me deixar prostrada, ainda um abraço, um beijo doce. As tuas carícias antes de saires de mim…. e uma lágrima que me corre pela cara abaixo.
Momento perfeito. Imensamente perfeito, como se o sentido de tudo estivesse ali, nos nossos corpos suados.
Voltei a ver-te. Voltarei sempre.
Sem falar muito fizeste de mim tua.
Não sei quantas tuas existem, não me importa. Sei-te comigo quando me sei contigo e sei que nós os dois estamos ligados para além de tudo o que nos sobra.
E sei a profundidade desse teu olhar.

Marie #69Letras

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