Estás com fome ou precisas que te acorde?

| M18 | Maiores 18| Porque me apetece, única e simplesmente porque me apetece e também porque posso, e por vezes, quero, mando e posso, e hoje apetece-me, e como posso escrevo estas linhas a ouvir um belo som, estaria bem melhor deitado na cama bem acompanhado, a fazer outras coisas mais benéficas para a saúde, aliás, vocês que me lêem, deveriam estar a pensar em oferecer uns orgasmos aos deuses do prazer, em vez de me estarem a ler, estão a perder o vosso precioso tempo de vida, quando se pode fechar o olhos e imaginar mil e uma coisas.

Acordei com fome, e nem é de comida que falo, acordei excitado, acordei com fome de me encaixar, estou possesso, sinto-me uma criatura com fome de mimos, de beijos, de gemidos, de prazeres, de saltar como se diz para a espinha, mas ainda assim, sobram-me as palavras pois faltam-me os actos, sozinho é difícil saltar para a espinha.

Aquela manhã em que te acordei aos beijos, não eram propriamente beijos, era mais o deslizar da língua atrevida no teu corpo despido de roupas, o teu corpo quente junto ao meu, e naquele primeiro despertar, toda a minha ira sexual acordou desperta, senti a minha excitação contra o teu corpo quente, ainda dormias e já tinha o meu sexo duro, a palpitar de tesão, de fome de ti, mas dormias, lentamente beijei as tuas costas, o teu pescoço, deixei o teu despertar lento tomar acção enquanto a minha língua se perdia ao longo das tuas costas e do teu pescoço.

Sei que acordaste refilona, sempre assim, quando te acordam, mas sentiste o meu fogo entre as tuas pernas, e acolheste-me em ti, senti a pequena massagem que desde no meu membro duro com as tuas nádegas, fingindo continuar a dormir, mesmo enquanto te lambia a nuca, e já te massajava os mamilos que reagiam ao toque da ponta dos dedos, mesmo quando tentaste enganar-me com o teu sono, e da tua garganta já vinham pequenos sons de gozo, sabia-te refilona, mas sabia como te acalmar, e dos teus mamilos duros desci lentamente ao teu sexo, deslizei um dedo para entre os teus lábios vaginais e deu para sentir o quão quente estavas, e húmida, muito húmida, e massajei lentamente o teu clitóris, sabia bem o que queria, e como queria, fiz tudo muito devagar, mesmo quanto trinquei suavemente o teu pescoço, e sei que aí sim, irias acordar, e assim foi, despertaste vencida para o fim do sono, reclamaste como habitual, mas logo senti a tua mão acariciando o meu sexo que exigia penetrar o teu corpo, sentiste o pulsar do meu sexo duro entre as tuas pernas e deslizaste as pernas, mudaste a posição para me acolheres dentro de ti, seguraste as minhas ancas e deixaste-me deslizar para dentro do teu sexo quente e húmido bem devagar, controlaste o movimento todo, para me encaixar totalmente e profundamente dentro de ti.

Controlaste a minha ânsia de te possuir, depois tentaste abrandar a minha impetuosidade matinal, mesmo quando apertavas as coxas no meu sexo, provocando-me ainda mais do que já estava, os beijos e as caricias não tinham um fim, mas tudo muito devagar, muito lento, como que se apreciasses algo delicioso, a minha vontade voraz de atingir o orgasmo era inebriada pela vontade de ter prazer lentamente, mais ainda quando te fartaste te tentar aumentar o ritmo contra a tua vontade.

Sacudiste o teu corpo de mim, viraste para mim e empurraste-me para o outro lado da cama, subiste para cima do meu corpo, senti os teus lábios contra os meus, a tua língua quente que se enrolou na minha, senti a ponta das tuas unhas no meu sexo que pulsava de tesão de te ter, de te sentir, senti depois a tua outra mão, senti as pontas das unhas no meu peito, o toque dos dedos nos meus mamilos, o ligeiro apertar e o gozo crescendo que já se tornava incontrolável, mesmo quando por fim me encaixaste dentro de ti, deslizei facilmente dentro do teu corpo quente e húmido, e que sensações indecentes isso provocava em mim, sentaste e ficaste imóvel, ali no escuro como que olhando para mim, sentia os teus movimentos de ancas circulares ao meu sexo, eram lentos, era uma dança lenta e ritmada, mas de um gozo extraordinário, toda aquela fome, toda aquela vontade era agora controlada por ti, os teus movimentos que não consegui contrariar, mesmo quando brinquei com os teus mamilos nos meus lábios, quando sorvi teus peitos na minha boca, desejando mais e mais, e tu apenas aquela velocidade lenta, saborosa, que me fazia ficar mais louco de gozo.

Por fim, os movimentos foram ficando mais intensos, a tensão que isso provocava retirava de mim enormes gemidos e quando sentias que queria explodir, paravas, e voltavas a recomeçar tudo de novo, sentia os teus movimentos em crescendo, ouvia os teus sussurros de gozo, e cada vez que ficava mais frenético, paravas e recomeçavas novamente, até que por fim quando esperava mais uma paragem, soltaste o travão do teu corpo e a forma como deslizavas no meu sexo não nos fez aguentar muito mais, soltamos os dois um violento e sonoro orgasmo, uma descarga violenta de prazeres, num dia que acaba de despertar, e se avizinha com vontade violentas.

Começou agora o dia, e depois de recuperar, agora apetece-me o pequeno almoço, estás com fome ou precisas que te acorde?

 

Um texto de: MAU FEITIO

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