Aceitas um convite para um café?

M18 | Maiores de 18 | Hoje é domingo, a hora mudou, uma hora mais para sexo, ou como muitos andam a dizer nas redes sociais, para gajos como eu, que não temos uma mulher para lhe saltar para cima, para coçar os tomates, bom, não cocei os tomates, estão cheios, portante não tive vontade de os coçar, mas será que alguma vez eles ficam vazios?

Hoje é domingo, hoje é o dia da preguiça na grande cidade, dia dos brandos costumes lá para o interiores, a esta hora o dia já bastante longo, hoje é o dia da missa, e isso na minha adolescência lá na santa terrinha era sagrado, havia um truque que acabei por aprender, os homens, na missa, ficam sempre na entrada da igreja, dando lugar as senhoras e as crianças na igreja, pensei sempre que seria educação, mas não, quando a missa não interessa, saem da igreja e vão para o tasco mais próximo beber uns copos de tinto, regressando antes da missa acabar, tudo calculado ao minuto, e aprendi no dia em que teimei ficar na companhia de um familiar que não queria que ficasse com ele, bom, ficou entendia a razão, gente inteligente.

Já bebi o meu café da ordem, aprecio o meu primeiro cigarro, embora falte qualquer coisa, um cigarro na minha poltrona, e melhor que isso mesmo, só mesmo uma moçoila a fazer-me um belo fellatio, mesmo ali na minha frente, deixando-me apreciar os bafos do primeiro cigarro do dia e dos primeiros prazeres, ver a tusa aumentar enquanto ela se distrai com o seu maravilhoso Rajá que mais tarde lhe encherá as medidas na proporção certa, pois não existe proporção errada.

Com este são cento e vinte e oito contos, se tivesse tanto sexo como escrevo, certamente que seria um homem mediano, escrevo um conto por dia, por vezes dois contos, as mulheres precisam de mais calor humano que isso, seria o mediano português, embora nem sempre escreva todos os dias, falta-me a tesão para escrever sobre sexo, como é que algo tão bom pode faltar imaginação, bom, acho que basta faltar o sexo e escrever não compensa a falta de sexo.

Convidei-te para beber um café, por vezes o café tem outros significados, afinal sou um apreciador de café, mas mais apreciador do teu corpo despido na minha cama, será que um mais um serão dois ou um e um serão onze, não sei, mas convites para café, posso fazer, adoro beber café, e nada melhor que beber café em boa companhia, existe tanta coisa boa para se fazer em boa companhia, o que se precisa é de boa companhia.

Sei que chegaste quando a campainha toca, de imediato ligo a máquina do café, arrumo-me ligeiramente, um pouco de perfume no pescoço dá sempre um ambiente mais agradável, tal como a vela de cheiro, a campainha de toca e naquela pressa de ultima hora encontramos aquele par de peúgas no chão que despachamos para baixo de um móvel qualquer, quer-se um espaço mais ou menos arrumado e decente para beber café, já nem ligo a aparelhagem, corro para a porta e abro a mesma, recebo-te com os tradicionais beijos de cortesia, para que raio existe cortesia se vais acabar deitada na minha cama a gemer, mas pronto, as coisas funcionam assim, recolho o teu casaco, e a mala e penduro na entrada da casa, vou para a cozinha, preparar o café, vens atrás com a conversa habitual, a conversa social, mas também não sei a razão de tal, tu como eu, sabes que vais acabar despida na minha cama a fazer-me gemer de gozo, cafés tirados e vamos para a sala, segue-se a conversa da praxe, segue-se o tal cigarro, apagado o cigarro vem o primeiro combate de amassos, aqueles beijos que parecem ser de saudades, mas são de facto beijos de tesão, beijos para provocar, beijos com língua, mãos e a tudo o que se tem direito, escusado será de dizer, que nesse primeiro combate já não existe nem conversa, nem tentativa de argumentos, apenas se usam beijos e caricias, mexe aqui, aperta ali, as roupas vestidas há minutos atrás voam pela sala, surge a primeira reclamação, se vou ter sexo, e se eu sei que vou ter sexo porque raio pus perfume no pescoço, aquilo agarra-se a língua e corta a tesão toda, adiante, o combate ainda vai no inicio e esta a saber deliciosamente.

Na primeira oportunidade fujo sensualmente do sofá, quero a cama, e o seu conforto, o combate continua no hall do corredor, beijos amassados, tesudos, a saia que cai aos pés e os teus braços que me forçam descer ao teu sexo, já se encontra bem quente e húmido quando enterro a minha língua nele, apoias a tua perna no meu ombro, abrindo o teu sexo ao encontro da minha língua atrevida que desliza dentro de ti, lentamente como adoras, que me dedique a massajar o clitóris, sentindo os teus sucos quentes invadirem a minha língua com aquele sabor característico meio acre, mas muito bom, ali mesmo, te encostas na parede e soltas os primeiros gemidos enquanto as tuas mão seguram na minha cabeça empurrando-a contra o teu sexo, gostas que use a língua devagar, mas adoras sentir a minha cara enfiada no teu sexo, cada vez mais quente e mais húmida.

O combate ainda agora começou, e a luta está evidente, depois dos teus gemidos de gozo e talvez por ter usado bem a língua, deixas-me regressar aos teus lábios, línguas cruzadas entre si, beijos recheados de pequenas dentadinhas, vontades e prazeres deliciosos, e tu desces pelo meu corpo, com beijos, no pescoço, nos mamilos, tudo lentamente, enquanto me afagas o sexo com a tua mão, ajoelhas na minha frente, olhas-me nos olhos e engoles-me todo, fazes o meu sexo desaparecer nos teus lábios, sinto-me a latejar, o sangue que subiu ao meu cérebro desce agora a uma velocidade vertiginosa ao meu sexo, que endurece a cada contacto com os teus lábios, vai começando a pulsar a cada vai e vem da tua boca, nem usas as mãos, ele fica em pé, enquanto usas a língua em mim, deixas-me mais doido sempre que olhas para mim e me fazes desaparecer entre os teus lábios, por fim, paras o combate, vens a mim, pensado que vamos para o quarto, mas, continuamos no corredor, dei dois passos, quando te apoias na parede, de costas para mim, e te abres para me acolher, ali mesmo, e não me fazendo rogado, vou por trás de ti, e me encaixo violentamente, a tesão fala mais alto, que se lixe a cama, o ímpeto de te penetrar violentamente é compensado pelo calor húmido que me acolhe e faz soltar um esgar acentuado de prazer, solto um estrondoso gemido de gozo e invisto no teu corpo, no teu sexo, trinco as tuas costas, aperto os teus mamilos duros, brinco com o teu peito massajando-o de forma erótica, o vai e vem não para, a firmeza continua a cada impacto das nossas carnes, aquela palmada mais fulgurosa na tua nádega, aquela tentação de dar por terminado o combate ali mesmo, mas não, te afastas de mim, deixando-me em ponto de rebuçado, com vontade de explodir.

Voltamos há cozinha, sentas na bancada de pedra fria, pensei que tirasse a pica, mas não, puxas-me para ti, guias o meu sexo ao teu e acolhes-me dentro de ti, enrolas as tuas pernas nas minhas, como se me aprisionasses, seguem-se beijos, caricias, gemidos, exiges o orgasmo, forte, intenso, diabólico, ali mesmo, cravas as tuas unhas nas minhas nádegas, para me sentires profundamente e rapidamente dentro de ti, e nem passados breves minutos de ali estarmos chega o fim, a linha da meta, o combate acabou entre suspiros e gemidos, o gozo, o prazer, o violento orgasmo que se abate na nossa alma.

Aceitas um convite para um café?

 

Nuno MauFeitio

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