Sempre confiaste em mim no que diz respeito aos prazeres e hoje não será diferente…

Texto Erótico M18

O negro da cama, o branco das pétalas de rosas e os nossos corpos deitados lado a lado….

Sempre foste a minha put@. O meu prazer sempre foi servido por ti de forma irrepreensível. Satisfaz-me a forma como me satisfazes. Tudo é perfeito mas hoje vai ser diferente.
Não que eu esteja farto dos nossos momentos de luxúria, nada disso. Hoje quero que o teu prazer seja o centro de todas as minhas atenções.  Hoje vais ser a rainha na cama que te vou preparar. Tudo será um segredo até que te seja revelado.

Fui buscar-te como de costume e seguimos no meu carro ouvindo as músicas que tão especialmente  gravaste para mim. Falamos de banalidades e trocamos alguns toques carinhosos mas nada que denuncie o que reservo para ti.
Perguntas-me onde vamos e tremes quando te dou a resposta. Vamos para o nosso motel preferido. Imediatamente alteras a postura e o teu lado obediente e serviçal sobressai preparando-se para ser a minha perfeita e irrepreensível escrava.
Sabes que eu  gosto destes momentos que antecedem o nosso primeiro toque. A primeira palmada a primeira ordem… antever tudo deixa-te molhada como só eu sei.
Chegamos à porta do quarto, e antes de a abrir, ponho-te uma venda que trago no meu bolso ao mesmo tempo que te dou a mão para te guiar por um labirinto imaginário. Tremes descontroladamente. Nunca antes usamos algo tao banal como uma simples venda.
Sento-te numa cabeira estrategicamente colocada a um canto do quarto e digo-te baixinho: Não te atrevas a mexer-te a menos que eu te mande!
A preparação demora algum tempo. Mas vale bem a pena. Ordeno-te que te levantes para que eu comece a despir-te completamente. Nada pode tocar o teu corpo que não seja essa magnífica venda que te intriga e desassossega.
Deita-te na cama.
A minha voz é agora mais doce. Calma, pautada e as ordens que te dou são doces tranquilas. Nunca antes foi assim.
O teu corpo deita-se na cama forrada por lençóis negros encomendados antecipadamente. Tens um corpo bonito e cuidado. Com formas definidas que não me canso de admirar. A pele morena macia destaca-se dos lençóis e das pétalas de rosas brancas que cobrem a cama.
Estás ofegante, ansiosa por sentir-me, mas esta novidade desarma-te.
Pego na tua mão e beijo-a devagar passando a língua por entre os teus dedos ao mesmo tempo que entrelaço os meus dedos com os teus.
Passo  a minha língua por entre os teus lábios, devagar e os seus contornos humedecem-se. Toco o teu corpo com a minha mão. A tua pele morena quente convida-me a amar-te. Sim hoje vou amar-te e não foder-te como tão bem sei fazer.
Hoje vou fazer da minha puta a Princesa que eu sei que sempre foste.
Não estás acostumada a ser tratada desta forma. Não neste local, Não por mim. Tentas retirar a venda e rapidamente te digo junto ao ouvido: “Confia em mim. Deixa-te levar…“
Sempre confiaste em mim no que diz respeito aos prazeres e hoje não será diferente.
Os meus beijos são cada vez mais molhados mais demorados mais quentes. E percorrendo toda a tua pele parando ocasionalmente em alguns lugares estratégicos o que te faz contorcer de prazer…
Beijo-te e toco-te, agarro-te quase que te sufoco com tanta atenção.
Atenção a cada pormenor a cada centímetro a cada gemido.
Tudo é perfeito.
Estás ansiosa e dizes-me que me queres. Que me desejas numa súplica rouca.
O teu corpo está molhado. Não sei se da minha saliva, se do suor, e as pétalas de rosas brancas colam-se a ti.
As tuas mãos afagam os meus cabelos quando beijo o teu ventre e com a cabeça enfiada por entre as tuas coxas.
As tuas pernas abrem-se para que eu chegue mais e mais dentro de ti com o meu toque.
O teu sabor é maravilhoso.
Perco-me no tempo e sei que te dei alguns orgasmos e já com a minha boca preenchida de ti levanto-me para que descanses apropriadamente.
Olho para o tecto e vejo a nossa imagem refletida num dos muitos espelhos espalhados pelo quarto, deitados, um ao lado do outro, tu ofegante ainda.
A imagem é tão erótica que não resisto a retirar-te a venda e mostrar-te o resultado final.
O negro da cama, o branco das pétalas de rosas e os nossos corpos deitados lado a lado….
Susténs a respiração depois de um suspiro profundo e lágrimas começam a sair descontroladamente dos teus olhos.
Fizemos amor como nunca tínhamos feito, e os nossos corpos não eram capazes de se largar. Por entre beijos, carícias, penetrações e orgasmos, as tuas lágrimas nunca pararam de cair.
Foi mágico o nosso momento e já descansados e prestes a sair do nosso refúgio secreto pergunto-te ao ouvido.
“Ainda és a minha puta?”

ORFEU

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