Quem é o João Amaral?

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Era final de tarde felizmente já se tinha levanto um pouco de vento para quebrar o contraste daquele dia que de tão quente chegava a sufocar. Era a última reunião do dia, avistei uma figura, devia de ser ele, tinha de ser, quis que fosse. Enquanto caminhava, ele levantou-se e veio ao meio encontro, senti-me satisfeita por dentro, tremi ao vê-lo caminhar. Num cumprimento estendemos as mãos e nesse imediato deu-se o encontro. Disse o meu nome, João Amaral era o dele. As mãos continuaram .a cumprimentarem-se, deixaram-se estar encaixadas. O calor que ele emanava das mãos parecia que ele era o seu próprio sol, abençoada aragem  que o vento soprou no meu pescoço contrastando com a temperatura que nasceu no meu corpo naquele aperto de mão… sem qualquer explicação deixou de existir aquele espaço de segurança entre duas pessoas perante a formalidade de um cumprimento, estava agora a escassos centímetros do seu corpo, as mãos continuavam coladas, o calor que ele brotava era absurdamente atordoante, os nossos olhares fixaram-se, senti vergonha perante tal atração. Não era suposto. Não era comportamento. Era trabalho. O que é que se estava a passar. Ele olhava-me também e conseguia ler nos olhos dele as mesmas perguntas perante tal irracionalidade. Mas não nos conseguimos largar, afastar, quebrar toda aquela tensão/tesão, era boa demais, era vida. Senti uma gota de suor descer dos meios peitos ao ventre, era calor, era ele o sol.
Ele era o João Amaral. Mas quem raio é o João Amaral? Nunca tinha visto aquele rosto, aquela pessoa. Foi um sonho.
Sonhei com aquela figura cara, até tinha nome. Será que ele existe?

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