PARE. ESCUTE. OLHE. | Texto de: Maria ArrepiadaMental |

| M18 | Maiores de 18 | Existe uma célebre regra d’ouro: faz aos outros o que… e é esse o pensamento que me domina quando me encontro postrada, cotovelos enterrados no colchão, cabelo esperançosamente atado, cara-a-vulva, no meio das pernas de uma amante.

Existe outra regra ditada pelas terminações nervosas submergidas pela pele: a sensibilidade ao toque gradua-se em sentido ascendente de intensidade, e não o contrário. Existe uma habituação ao toque. De nada me vale pressionar veemente os meus lábios e chupar o teu clitóris, se depois quero-te tocar de forma subtil com a ponta da minha língua. As extremidades nervosas ficaram hiper estimuladas. Não tenho as mesmas reações do que se eu optar pelo reverso.

Essencialmente começo por levantar o clitóris. Engrandecê-lo. Atenciosamente. Na sua base sul. Língua agudizada. Pinceladas ríspidas. Sentido de baixo para cima. Concisos inicialmente. Alastrando-se para percorrer obstinadamente cada lateral da abertura do teu corpo subindo até ao ponto que te estremece as pernas. Que te retrai o ventre. Que te corta a respiração.

Aí sim. De língua encostada ao de leve como um arrombador de cofres. Sinto o pulsar do teu sangue vivo. Oiço mais respostas do teu corpo do que se mergulhasse de boca, com força, em ti. Vejo mais.

E tu sabes disso. Sabes que eu estou atenta. Que me delicio. Que sorrio.

E gemes para mim.

Arrepiada Mental
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