Folhas caídas…

Sou como o Outono, de folhas caídas, cores entorpecidas, que me deixam letárgica, mas numa vida mágica, que não deixo de querer, contigo viver, porque as folhas caem, mas de mim não saem, pois do meu corpo és dono, e da Alma patrono, numa entrega total, nesta estação banal, em que a ti me abandono.

E cada folha é um verso, da poesia que escrevo, que de modo perverso, me toca e faz sentir, o teu toque ainda por vir, nesta triste poesia, com cheiro a noite sombria, por acabar de escrever, que é o meu parco viver, e que de um modo estranho mas de encanto tamanho me fez desentorpecer, e voltar a escrever.

Perco-me no perfume, de terra molhada, pelas primeiras chuvas banhada, que me inunda os sentidos, de momentos queridos, porém imaginados, sem sequer sonhares, que estes desejos ímpares, de Outono povoados, possam ser por ti, pois desinteresse fingi, com receio de te perder e que um dia me deixes de ler.

É neste Outono, de folhas caídas, que os desejos afloram, pelo teu corpo imploram, aguardam pacientemente, que te conquiste a mente, e possam desabrochar, de cheiro a flores me inundar, numa Primavera florida que sinto chegar.

 

Miss Kitty #69Letras

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