És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha! És minha!

 

NÃO, NÃO SOU!

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Deixei de o ser no momento em que comecei a reagir e te deixei para trás.
Hoje sou minha e de quem conquistou o meu coração e o rega todos os dias.
E tu, que deverias estar num sono eterno, vens feito assombração como se ainda tivesses algum domínio sobre mim e reclamas-me.
Mas reclamas o quê? Perdeste o teu encanto, o teu magnetismo e posse.
És apenas passado.
Um passado que não esqueço enquanto biografia da minha vida, mas que as marcas que outrora deixaste à muito se apagaram.
Não compreendo porque é que vens se não te chamei. Não te quero de nenhuma cor.
A tua energia perturba-me porque já não és bem vindo.
Essa tua obsessão e possessão ainda se sente e isso desgasta-me.
Trazes-me unicamente cansaço… um cansaço que me deixa dormente onde a fala se me arrasta e nas pernas não me seguro.´
És um peso que não quero.
Porque é que vens quando me sentes feliz e a mudar a minha vida?
Porque insistes em forçar o limiar que nos separa?

Hoje estou cansada, muito cansada.

Levas tanto sempre que vens… Suprimes o melhor de mim, anulas-me perante a vida… vai, eu já não te chamo nem segrego o teu nome, por isso vai… e deixa-me VIVER. Quero viver. A tua sombra prende-me e desvitaliza-me.
A tua alma é pesada
e hoje estou cansada.

A Vizinha #69Letras

Fotografia: Via Web

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