De dia minha doce poeta à noite mulher de corpo inquieto.

A minha namorada, aquela caixinha de pandora que se abre para mim e se mostra tal como é, uma mescla entre o doce e o amargo, entre um beijo no rosto ou uma mordida no pescoço. Fala-me de amor com a mesma facilidade com que me desnorteia com putarias ao meu ouvido.
De dia minha doce poeta à noite mulher de corpo inquieto.
De olhos fechados, entrega-se num longo e intenso beijo onde se desinquieta e se aperta em mim rodeando as suas pernas… já está pronta, está sempre pronta! Lança aquele sorriso safado que só ela tem e dá vontade de a morder toda. Toda. É lindo ver como num só corpo ela se divide em mulheres, em dois desejos. Onde não sabe se me quer todo sobre ela, pela na pele, onde a sinto a tautear o meu corpo numa ânsia de “por favor nunca desapareças” ou se me quer montado nos seus quadris e tal lusitana pura e selvagem doma-la com a mão na crina e uns açoites no rabo.
É assim, a minha caixinha de  pandora, ora me aparece  de pijaminha com olhar de menina ou de rendinha e os lábios marcados com aquele tom escarlate que contrasta no sei rosto branco e faz-me lembrar uma  branca uma boneca de porcelana. Mas de boneca  ou porcelana ela não tem nada, perde-se em luxuria e só quer sexo desenfreado
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Insaciável e incontrolável.
 
De manhã, estendida na cama embrulhada nos lençóis vejo-a a dormir profundamente. O rosto mal se vê, escondido entre almofadas e cabelo esvoaçante. Desperto-a, sorri-me e o ciclo recomeça… está sempre pronta!
A VIZINHA
#69lETRAS

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