Sexo e Amizade

TEXTO ERÒTICO |M18 ? ? ? ?
Ia para um jantar de amigas no restaurante bar sabores, qual não foi a minha surpresa ver-te por la.
Já há muito que não nos víamos.
– Ola, lembraste de mim? Já não te via algum tempo.
– Esta tudo bem? Continuas na mesma.
Disse lhe com um olhar de safada. Adorava pica-lo.
Entrava sempre nas minhas brincadeiras.
– Felizmente tu também não mudaste. Melhor. Mudaste para melhor, se na altura já eras um pedaço de mau caminho, digamos que agora provocas acidentes rodoviários por excesso de distracção. Estás com o corpo monumental e, esse olhar de matadora por momentos tirou-me o fôlego. Eu sei a minha canção do bandido continua igual..
– É dos teus olhos. E, sim a tua canção de embalar nao mudou mesmo nada. Mas estou imune ao teu balburiar.
Fui cumprimenta-lo como habitualmente, mas o beijo que me deu não foi o habitual. Deu-me no canto da minha boca.
Estremeci. Senti um frio na barriga, mas não perdi a postura, sorri-lhe como se fosse algo sem importância.
Poderia te-lo enganado, mas não em enganei a mim, porque mesmo ao de leve aquele beijo mexeu comigo.
Eramos amigos. Não poderia ter melhor amigo que o Bastardo, sempre presente e disponível. Sempre o vi assim.
Mas hoje…Depois daquele beijo, hoje via-o como um homem desejável não como amigo.
Merda!!Para de pensar em porcarias. Aquilo não foi nada, mas porque mexeu comigo.
Tentei libertar-me daqueles pensamentos e fui jantar com elas.
De vez em quando o meu olhar fixava-se no dele, e não conseguia desviar. Tive a sensação de que ele me olhava diferente, com um brilho no olhar de predador. – :La estás tu! Deixa-te de ser parva.- Pensei.
A minha amiga Lola, uma das minhas amigas mais antigas, uma mulher de uma força extraordinária que sempre admirei.
No entanto, hoje aquele olhar de loba, aquele corpo lindo e voluptuoso naquele vestido preto de lycra em que se percebia que trazia apenas uma tanga minúscula. Os mamilos quase saltavam do decote. Deus que tentação!! Acordaste o animal em mim, despertaste-me um desejo incontrolável, sinto-me ferver de luxúria. Porra! Deixa de ser parvo, é tua amiga, não faças merda.
Não me consigo controlar, aquele olhar está-me a consumir por dentro, ela vai achar-me louco.
Jantar de gaijas, já se sabe como é com uma boa sangria a escorregar pelos nossos lábios, é óbvio que ficamos todas mais alegres, mais soltas.
O DJ colocou uma das minhas canções favoritas Joe Cocker “Take your hat off””. OH DEUS!!!!
Peguei numa cadeira e comecei a dançar, como se estivesse numa casa de strip. Uma das minhas amigas não se fez de rogada e fez-me companhia.
A forma sensual com que os nossos corpos se uniram para dançar,a forma como nos tocávamos, fez o bar parar todo só para nos ver.
Esquecemos-nos de onde estávamos, quando terminou a musica, ouvimos uma salva de palmas. Fiquei completamente sem jeito porque não me apercebi do circulo que se tinha formado à nossa volta. Senti os olhares de ciumes das mulheres e os olhares babados dos homens.
Mas o que senti mais, como se tivesse a queimar-me a pele, foi o olhar do Bastardo. Aquele olhar de lobo faminto, aquele olhar que se pudesse já me tinha despido e fodido. Sorri safadamente, sem jeito.
Dirigi-me apressadamente para o WC e enfiei-me na casa de banho. – O que estás a fazer, miúda? Estás bêbeda, só pode!!
Tentei me recompor, quando ia a sair do WC….
Depois desta dança estou perdido, já não tenho forma de disfarçar a tesão que sinto, avanço para a casa de banho e escondido espero que saia.
Saiu, dobra-se no lavatório para lavar a cara e arrefecer, ao ver aquelas nádegas perfeitas sobressaírem naquele vestido, não resisti e agarrei uma delas. Vira-se de repente para me dar uma chapada merecida.
Interrompo-a agarrando-lhe na mão, nossos olhares encontram-se. Vejo no seu olhar o mesmo desejo que sinto.
Avanço para a sua boca, encaixam-se num beijo animalesco, sufocante, encosto-a a mim para que sinta a minha vontade. Pego-lhe na mão e digo: — Anda. Vêm, aqui no WC deficientes ninguém nos incomoda e como é insonorizada ninguém nos ouve.
Entramos, tranco a porta atrás de nós.
-Isto é loucura, sabias? Ainda somos apanhados. Os nosso amigos estão lá fora. – Disse-lhe ainda meio atordoada da investida dele.Mas a vontade falou mais alto.
Encosto-a a parede e beijo-a intensamente, avanço a mão para as costas do seu pescoço, desaperto o laço que lhe segura a parte superior do vestido deixando a descoberto aqueles seios volumosos e redondos.
Aqueles mamilos escurecidos a pedir o meu palato, desci pelo seu queixo ao sabor dos seus gemidos e devorei avidamente cada peito ao mesmo tempo enfio a mão pelo seu vestido, com dois dedos desvio a tanga e enfio primeiro um dedo, depois outro e mais outro na sua vagina já completamente húmida e viscosa. Com o polegar enlouqueço aquele clitóris entumescido e sinto-a vir a primeira vez na minha mão.
Descontrolada atira-me para a parede, tira-me o cinto e baixa-me as calças num movimento único e quase violento sorri e olha-me nos olhos a medida que o introduz na boca e fá-lo desaparecer de uma só vez. A loucura de sentir o fundo da sua garganta na minha glande quase me faz vir involuntariamente, é terrível! A sensação de me controlar com a sua boca faz com que pare e recomece várias vezes. Percorre cada centímetro, cada veia com a sua língua delicada, não aguento mais, agarro-a pelos cabelos puxo-a para a minha altura, subo o vestido, subo-lhe a perna a altura do meu ombro aproveitando o seu extraordinário equilíbrio em cima dos saltos. Enterro-o todo bem fundo sem aviso, abafo-lhe o grito com a minha boca, com estocadas fortes e cada vez mais aceleradas atingimos o orgasmo ao mesmo tempo em minutos. Trocamos espasmos e contracções nos braços um do outro. Sento-a no lavatório novamente, afundo a minha boca na sua vulva, sofregamente sorvo todo o nosso mel, atiras a cabeça para trás até encontrar o espelho, retesas o teu corpo.
Agora sou eu a brincar, com as minhas mãos e lingua exploro minuciosamente cada pedaço da tua pele, que visão!! Os teus mamilos erectos enquanto mordes os lábios e todos os teus orifícios me pertencem, o gosto do teu novo orgasmo na minha boca deixa-me pronto para outra investida. Assim que me levanto salta do lavatório, dobra-se sobre o mesmo, a perna direita em cima do bidé, olhar de cabra e diz-me:
– Fode-me sem piedade, é tudo teu!
 Nestas coisas uma ordem é para cumprir. Empurrei-o todo para dentro daquele paraíso húmido puxando-lhe pelo cabelo e pelos ombros para sentir toda a profundidade do meu membro, ritmadamente vou dando palmadas naqueles glúteos o que só a faz gritar e gemer de prazer ainda mais. Com o polegar pressiono o seu ânus, ao perceber que a fiz estarrecer de luxúria. Retiro-o da sua vagina e introduzo-te naquele cú quente, que me tinha feito perder as estribeiras, guloso e apertadinho recebeu-o todo em delírio, arranhou as paredes e as minhas ancas tal a perdição.
A medida que me sentia a atingir o clímax empurra-me pelo peito, roda sob si e recebe todo o meu leite na sua boca, com a sua língua saboreia cada gota deixando escorrer para o seu peito parte do néctar recebido de forma intencional, para que não esquecesse alguma vez aquele momento, ajoelhei-me a sua frente e beijo-a enquanto lhe acaricio o rosto.
Espero k isto não estrague a nossa amizade…
Já bem mais sóbria, recompus-me. Sai do WC sem pronunciar uma única palavra.
Que merda foste fazer, gaija??!! Vais perder a amizade dele. Foda-se mas soube tão bem.
Retomei para junto delas e olharam para mim com ar de gozonas.
– Onde estiveste? Vens esfuziada!
– Fui ao WC ver se ficava mais sóbria! Não me digam que agora pareço um fantasma. Porra vou ter de retocar a maquilhagem.
– Nãoooo!! – Disseram em uníssono. – Vens só com um ar aéreo e com um brilho diferente no olhar.
Sorri e corei.
A noite já no fim e resolvemos ir embora.
Chegamos à saída e o meu olhar cruzou-se com o do Bastardo, ambos não sabíamos o que fazer.
Entreguei o cartão e disse com um sorriso de safada e um olhar de que ainda estava fresco a lembrança do que se passou:
– Temos de pôr a conversa em dia, um dia destes.
– Porque não ainda hoje?! Isto se não tiveres pressa de ir para casa! – Disse ele com a mesma intenção.
– Espero por ti no jardim ali em baixo.
Assentiu.
Esperei uma meia hora e lá estava ele, o meu coração disparou e o meu corpo entrou em ebulição.
Era para conversarmos sobre o que se tinha passado, mas…o nosso instinto animal falou mais alto.
Deitou-me em cima do capô e mais uma volta à montanha russa.
– A nossa amizade…. – Selou-me a boca com um beijo sôfrego…
– A nossa amizade mantêm-se.
LOLA
&
Bastardo
#69Letras

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