Porque a alma também come

Finalmente Domingo.
O que para o comum dos mortais é madrugada de Domingo, são 04h da manhã, está um calor impossível. Acabo de chegar à garagem e já só penso em chegar ao meu terraço para apreciar o meu último cigarro, o meu calmante depois de uma semana terrível de horários sobrecarregados e noites mal dormidas.
Hoje vou finalmente descansar, sem compromissos nem obrigações. Já estacionado preparo-me para fechar a porta quando sinto umas mãos taparem-me os olhos, o perfume não engana.
– J…. Que fazes aqui? Como entraste?
– O pá, estragaste a surpresa, como sabias que era eu?
– O teu aroma é inconfundível. Disse ao teu vizinho que era tua prima mas que tinha-me esquecido das chaves e, ele foi um querido e deixou-me entrar.
– Sim e o que fazes aqui?! Eu disse -te que não era o teu brinquedo. Não sou o teu joguete para te divertires quando te apetece e, ignorar-me quando andas com os bonecos e meninos que chamas de homens. Tenho mais dez anos que tu, não tenho paciência para joguinhos e artimanhas dessa mente perversa.
Num movimento seguro e confiante desapertas o cordão da cintura e o vestido branco abre-se mostrando-me como veio ao mundo, aquela pele alva e macia, uns mamilos delicados nuns seios incríveis quase perfeitos, os seus lábios vaginais rosados e vermelhos numa púbis depilada cuidadosamente. Como aquele corpo me incendeia, as memórias recentes de prazer dado e recebido toldam-me a mente e excita-me os sentidos.
– Anda vêm!, Fode-me Bastardo! Vinga-te, descarrega em mim essa raiva. Ninguém me come como tu. Anda! Sou toda tua!!
Avanço, olhando-a nos olhos tiro-lhe o vestido, deixo-o escorrer dos ombros até ao chão. Beijo-a nos lábios muito docemente, devoro cada veia do seu pescoço com a língua e, muito lânguidamente vou descendo. Minhas mãos prendem as dela, não permito que me toquem. Deito-a sobre o carro, vou descendo pelo seu peito, absorvo a sua fragrância que me aumenta a gula, o sabor da sua pele doce, quase baunilhada, a textura suave e sedosa. Perco-me demoradamente nos seus seios, verdadeiras obras de arte da geometria feminina, o seu gemer e respiração acelerada já fazem o seu eco dentro daquele espaço reduzido. Desço o seu baixo ventre, solto-lhe as mãos e percorro com elas o caminho descendente com carícias delicadas, prossigo com a língua pelo interior das suas coxas após lhe beijar os pés e sorver os seus dedos.
Quando encontro a sua vulva já esta parece uma pequena cascata de liquido prazeroso, engulo o seu clitóris e massajo-o nos meus lábios salpicando com pequenos toques de língua. Introduzo um dedo em cada orifício e penetro-a ligeiramente aumentando a profundidade e a velocidade com a reacção da sua respiração e os espasmos descontrolados do seu corpo, absorvo todo o seu sexo quase como se quisesse aspirá-lo duma só vez, vêem-se intensamente na minha boca e insisto ainda mais nos movimentos. Arranco-lhe orgasmos múltiplos acompanhados de contracções gritos sufocados e membros retesados. Delicioso!! Afasto-me e por segundos enfatizo-me a observar aquele corpo lindíssimo em convulsões de prazer sob o metal quente. Mais uma fotografia mental para o meu álbum proibido, a luz de fraca qualidade só aumentava o brilho daquela pele agora húmida, olha-me com um ar de incrédula e de desnorte.
– Então paraste?!? Depois de uns orgasmos destes que até me mijei e paras assim??!
– J…. já tiveste o que vieste buscar não? Já gozaste. Agora senão te importas veste-te e sabes como sair. Eu vou descansar ok!
– Mas , mas?!!
– Sem mas, nem meio mas… Eu avisei -te, queres brincar pedes autorização ao Bastardo. Eu adoro mulheres que gostam de ser fodidas, mas que também fodem com a alma. Não de crianças que ainda não sabem o que querem. Quando quiseres descobrir o que te disse, liga-me. Eu demonstro-te a diferença entre comer e saber comer, agora ficas só com as entradas. Boa Noite…
Bastardo #69Letras

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