Olhamos um para o outro e pensei: Estás a pensar o mesmo que eu? Não vamos esperar por amanhã pois não?

TEXTO ERÓTICO|M18 | Não vamos esperar por amanhã pois não? Há meses que nos cruzamos. Nas escadas, quando vamos fumar um cigarro à pressa, pela manhã ou ao final do dia. Cruzamo-nos, trocamos olhares mas nem uma palavra nos sai da boca. Nada. Só nos olhamos, e é o bastante para percebermos que temos vontade de nos agarrarmos logo ali esquecendo tudo à volta, olhamos, desviamos o olhar e continuamos. Um dia, e como secretária profissional que sou, estava a preparar a sala de reuniões quando olho de soslaio e o vejo à porta da sala. Todas as pastas que tinha mão caíram instantaneamente, as minhas pernas tremeram e ele prontamente veio ajudar-me. Que trapalhada, que vergonha. A que horas começa a reunião? Pergunta ele com aquela voz rouca que me fez estremecer e arrepiar-me. Ha.. ha.. às… 11:00 – respondo eu olhando-o nos olhos. Mas o que eu queria dizer-lhe mesmo era que queria que me possuísse ali, em cima da mesa, que se lixem as pastas, as garrafas de água, quero-te aqui agora. Levantamo-nos e ele agarra-me por um braço levando-me até à porta da sala. Fecha a porta e encosta-me à parede. Aquele cheiro meu deus que me deixa louca. Beijou-me como nunca ninguém me tinha beijado, agarrou-me na cara com as duas mãos e beijou-me até me deixar sem fôlego. Como imaginei isto vezes e vezes sem conta. Pôs-me a mão na cabeça e empurrou-me para baixo. Queres? Pensei eu. Nem imaginas a vontade que tenho, pensei novamente. Depressa o meti na boca. Tão duro que estava, agarrei-o com força e engoli-o devagarinho enquanto passava a língua e rodava a mão. Ele gemeu, encostou a cabeça à parede e a respiração acelerou, enquanto eu continuava com aqueles movimentos que me tiram do sério. Os gemidos dele ainda me dão mais vontade de o chupar, de o engolir até me engasgar. Agarrou-me, puxou-me para cima, beijou-me e apontou para a mesa, à qual me dirigi prontamente. Sentou-me na mesa, abriu-me as pernas e começou a tocar-me, desviou-me as cuecas e sem aviso meteu dois dedos que deslizaram por mim adentro e que me provocaram um arrepio tão grande que gemi mais alto do que devia. As calças caem-lhe aos pés, e num movimento penetra-me tão fundo que tive de o beijar para não gritar naquele momento. Ai que bem que me sabes, que bem que me fodes. Eu sabia que ia ser assim, a minha imaginação já me tinha dado tudo isto. Ai como sou tão tua neste momento. E continua a foder-me com força. Esses teus movimentos deixam-me alienada. Não aguento muito mais, porque tu já sabes como eu gosto, sempre soubeste não é ? Continua a mete-lo e eu não quero que pare nunca, mas ouvimos barulho no corredor. Foda-se. Salto da mesa e arranjamo-nos à pressa. Olhamos um para o outro e rimo-nos, disfarçamos o melhor que podemos e alguém entra na sala. O meu Director. Oh não, espero que ele não repare em nada. Faço um esforço enorme para não me rir. Bom dia, diz ele com um ar desconfiado, mas acho que é só da minha consciência pesada. Bom dia, respondemos os dois em coro. Agora é que nos denunciámos, pensei eu. Ah já chegou para a reunião Dr. Lourenço? Muito bem, mas lamento a reunião terá de ser adiada para amanhã à mesma hora se não se importa. Vou ter de sair, só vim buscar uns documentos. Olhamos um para o outro e pensei: Estás a pensar o mesmo que eu? Não vamos esperar por amanhã pois não? E sorrimos.

 

Black Stilleto

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