O sentido da vida…

Eram amigos constantes, amizade que desabrochou, almas que se juntaram e nunca hesitaram, tornaram-se amantes, sem o saberem, quando menos o esperaram.

Sentiu o calor doce do seu olhar acariciando e tocando toda a extensão do seu corpo, uma mistura de luxúria instigada por desejo e ternura, o poder dele a avançar sobre ela, em busca da sua fraqueza, tornando-a incapaz de resistir ao inesperado e a toda a sua incerteza.

Não resistiu, como gata com o cio deixou-se levar, de luxúria se inundar, entregou-se ao amor, urgente e sedutor, um amor sentido e há tanto esquecido, que lhe arrancou a dor e tirou do torpor, de uma vida vazia, acomodada e que vicia.

 Entre lençóis desarrumados e corpos suados, que tocam e exploram, sentimentos afloram, numa primavera de sentidos, aromas, sabores e gemidos, carícias perdidas e peles tão rendidas, sentindo-se por dentro, escrevem poesia, um do outro são o centro, fazem magia, abandonam-se ao orgasmo, que os prende e liberta, paradoxo anormal de entrega total.

Amigos e amantes, em corpos cansados e tão saciados, entregues ao destino que os une, libertos de tudo o que os pune e por serem duas almas errantes outrora tão distantes, presas num beco sem saída, juntas encontram o sentido da vida.

Miss Kitty #69Letras

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