Noites…

Gosto da noite, a noite sombria, às vezes tão fria, que nem por magia, preenche o vazio, do meu coração inerte, e por vezes tão frio.

É nas noites onde me escondo, eternas e errantes, que por telepatia, de almas que se comunicam, embora tão distantes, se unem os amantes.

Palavras trocadas, entre almas amadas, são feitiços latentes, de desejos urgentes, que consomem nossos corpos, de tudo tão carentes, e os corpos reagem, põem-se à margem, do limite do ser, ignorando o correcto, e sem limites decerto, entregam-se ao prazer.

E é com as palavras, que despertam os sentidos, fazem amor, com prazer e tanta dor, por nem sequer se tocarem, embora sentindo-se, mas só idealizarem, o gosto desejado, do prazer adiado.

E esta noite sombria, de palavras tão quentes, por tanto se desejarem e a distância fintarem, fá-los descer ao inferno, arder num fogo terno, tornando a noite tão quente, que aquece o coração, e faz a noite fria queimar de satisfação.

Miss Kitty #69Letras

Deixar uma resposta