Atiças-me…

Entre nós não quero que fique nada por dizer! Contigo a verdade revela-se dura e crua. E há tanto que te quero dizer mas tanto.

Odeio a minha fraqueza nos joelhos ao teu lado, faz-me sentir vulnerável aos teus devaneios. E se os tens! Expõem-me ao mundo completamente despida sem nada que proteja a minha alma.

Odeio que te amo! Meu amor por ti faz de mim um cachorrinho abandonado que pedincha pela tua atenção e carinho. Quanto mais te amo, mais me sinto abandonada e sozinha. Estranho, esta amarga contradição. Não é este o viveram felizes para sempre que estava à espera na igreja.

Atiças o meu corpo. Já me foi mais fácil dizer-te que não. Agora anda tão esfomeada de toque humano que qualquer coisa vale. Qualquer coisa serve para unir o meu corpo ao teu.

Tu fechas-me e incapacitas-me dentro desse teu mundo obscuro cujo o qual entrar é um beneficio exclusivo à minha pessoa. E chega a parte que eu amo.
Amo ser dona e senhora desse cartão dourado que abre a tua alma e coração. E ainda mais adoro a certeza que se não me amas, jamais amarás alguém.

Delicia-me essa certeza que és só meu. Eleva-me o ser egoísta dentro de mim a um outro nível.
Atiça-me essa tua coexistência comigo. Faz de mim a rebelde que sou…

©Miss Steel 69letras 2017 

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